A Santíssíma Virgem mãe de Jesus
Publicado por PASCOM em 22/07/2010 às 21:54
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Com alegria e respeito a você que é uma pessoa católica, venho trazer umas formações e informações sobre a Mãe de Jesus. Parto do princípio que estou escrevendo para católicos que querem maior esclarecimento da sua própria fé. Recolhi textos do Catecismo da Igreja Católica sobre a Santíssima Virgem, que apresentam sua fundamentação na Bíblia, na Tradição, na Teologia e no Magistério da Igreja, sobre o Papel de Maria na história da Salvação.
I. A MATERNIDADE DE MARIA COM RELAÇÃO À IGREJA
TOTALMENTE UNIDA A SEU FILHO…
964 O papel de Maria para com a Igreja é inseparável de sua união com Cristo, decorrendo diretamente dela (dessa união), “Esta união de Maria com seu Filho na obra da salvação manifesta-se desde a hora da concepção virginal de Cristo até sua morte.” Ela é particularmente manifestada na hora da paixão de Jesus: A bem-aventurada Virgem avançou em sua peregrinação de fé, manteve fielmente sua união com o Filho até a cruz, onde esteve de pé não sem desígnio divino, sofreu intensamente junto com seu unigênito. E com ânimo materno se associou a seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima ela por gerada. Finalmente, pelo próprio Jesus moribundo na cruz, foi dada como mãe ao discípulo com estas palavras: “Mulher, eis aí teu filho” (Jo 19,26-27). (Parágrafos relacionados 534,618)
965 Após a ascensão de seu Filho, Maria “assistiu com suas orações a Igreja nascente”.
Reunida com os apóstolos e algumas mulheres, “vemos Maria pedindo, também ela, com suas orações, o dom do Espírito, o qual, na Anunciação, a tinha coberto com sua sombra”.
…TAMBÉM EM SUA ASSUNÇÃO…
966 “Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa
original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo.” A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos: (Parágrafo relacionado 491)
Em vosso parto, guardastes a virgindade; em vossa dormição, não deixastes o mundo, ó
mãe de Deus: fostes juntar-vos à fonte da vida, vós que concebestes o Deus vivo e, por vossas orações, livrareis nossas almas da morte….
… ELA E NOSSA MÃE NA ORDEM DA GRAÇA
967 Por sua adesão total à vontade do Pai, à obra redentora de seu Filho, a cada moção
do Espírito Santo, a Virgem Maria é para a Igreja o modelo da fé e da caridade. Com isso, ela é “membro supereminente e absolutamente único da Igreja”, sendo até a “realização exemplar (typus)” da Igreja. (Parágrafos relacionados 2679,507)
968 Mas seu papel em relação à Igreja e a toda a humanidade vai ainda mais longe. “De
modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por este motivo ela se tornou para nós mãe na ordem da graça.” (Parágrafo relacionado 494)
969 “Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura ininterruptamente, a
partir do consentimento que ela fielmente prestou na anunciação, que sob a cruz resolutamente manteve, até a perpétua consumação de todos os eleitos. Assunta aos céus, não abandonou este múnus salvífico, mas, por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (…) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora. protetora, medianeira.” (Parágrafos relacionados 501,149,1370)
970 “A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem
diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, estriba-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.” “Com efeito, nenhuma criatura jamais pode ser equiparada ao Verbo encarnado e Redentor. Mas, da mesma forma que o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos, seja pelos ministros, seja pelo povo fiel, e da mesma forma que a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas de modos diversos, assim também a única mediação do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas uma variegada cooperação que participa de uma única fonte.” (Parágrafos relacionados 2008,1545,308)
II- O CULTO DA SANTÍSSIMA VIRGEM
971 “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48): “A piedade da Igreja
para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão”. A Santíssima Virgem “é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito desde remotíssimos tempos, a bemaventurada Virgem é venerada sob o título de ‘Mãe de Deus’, sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades (…) Este culto (…) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encanado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente”; este culto encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana, tal como o Santo Rosário, “resumo de todo o Evangelho”. (Parágrafos relacionados 1172,2678)
III. MARIA – ÍCONE ESCATOLÓGICO DA IGREJA
972 Depois de termos falado da Igreja, de sua origem, de sua missão e de seu destino, a
melhor maneira de concluir é voltar o olhar para Maria, a fim de contemplar nela (Maria) o que é a Igreja em seu mistério, em sua “peregrinação da fé”, e o que ela (Igreja) será na pátria ao termo final de sua caminhada, onde a espera, “na glória da Santíssima e indivisível Trindade”, “na comunhão de todos os santos, aquela que a Igreja venera como a Mãe de seu Senhor e como sua própria Mãe: (Parágrafos relacionados 773,829)
Assim como no céu, onde já está glorificada em corpo e alma, a Mãe de Deus
representa e inaugura a Igreja em sua consumação no século futuro, da mesma forma nesta terra, enquanto aguardamos a vinda do Dia do Senhor, ela brilha como sinal da esperança segura e consolação para o Povo de Deus em peregrinação. (Parágrafo relacionado 2853)
RESUMINDO
973 Ao pronunciar o ‘fiat” (faça-se) da Anunciação e ao dar seu consentimento ao
Mistério da Encarnação, Maria já colabora para toda a obra que seu Filho deverá realizar. Ela é Mãe onde Ele é Salvador e Cabeça do Corpo Místico.
974 Depois de encerrar o curso de sua vida terrestre, a Santíssima Virgem Maria foi
elevada em corpo e alma à glória do Céu, onde já participa da glória da ressurreição de seu Filho, antecipando a ressurreição de todos os membros de seu corpo.
975 “Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no Céu
sua junção materna em relação aos membros de Cristo.”







