Encontro Regional de Presbíteros
(Pe. Crésio Rodrigues – Uruaçu / GO)
Em 1986 participei, pela primeira vez, de um ERP que aconteceu no Seminário de Uruaçu; eu era seminarista. Agora tivemos a alegria de receber quase cem padres do Distrito Federal, Tocantins e Goiás, para o 27º Encontro Regional de Presbíteros. Tive a graça de participar de vários ERPs depois que fui ordenado padre inclusive ajudando a organizar alguns, na condição de representante do Clero de Uruaçu durante 7 anos. Participei de dois Encontros Nacionais, o 8º e do 10º ENPs, em Itaici-SP. Todos eles foram importantes dentro das peculiaridades próprias da época e temáticas sintonizadas com o Vaticano, CNBB ou assuntos nacionais. Eles motivaram o conhecimento da situação dos demais Regionais, o fervor e a unidade do clero de nosso Regional, a recíproca troca de experiências pastorais e a partilha pessoal da vida e do ministério vocacional.
Em cada Encontro sempre apareceram novos presbíteros (jovens ou maduros) que nunca haviam participado, enriquecendo o debate e a fraternidade. Mas a gente sente a falta de colegas que em um ou outros não puderam comparecer. Nosso recordista (e patriarca) nestes Encontros é o Padre Chico Bray, que perdeu apenas dois dos 27 por ocasião da morte de seu pai e, de sua mãe. Uma figura mui simpática, da Diocese de Jataí.
Por falar em características de sacerdotes, citarem alguns dos muitos padres de que me lembro nestas ocasiões, que a seu modo vão deixando marcas e lembranças nestes Encontros. A pluralidade na unidade e caridade, como disse o Santo de hoje (Agostinho de Aosta). Comecemos pelo Jean Rogers de Anápolis (o místico); Vilmar de Goiás (a espontaneidade em pessoa); Edmar de Tocantinópolis (amigo e prudente), Daniel de Formosa (músico e esportista); Daniel Valim de Rubiataba-Mozarlândia (super-pároco da metade geográfica da Diocese); Jefferson de Luziânia (serviçal); de Goiânia o Zezão (voz pavarotti), o Nilo (o enciclopédico) e Hércules (articulador); Juarez dos Passos e Inocêncio Xavier de Uruaçu (dos primórdios), Orcalino de Ipameri (experiência, equilíbrio); Enaldo de Jataí (atual presidente), Iran Rodrigo de São Luiz de Montes Belos (bom no futebol também); de Cristalândia o Rui Duany Guerry (braço forte de Dom Heriberto Hermes) e Edilvan (o promotor do Dízimo); Joaquim Cavalcanti de Itumbiara (o liturgista, olho de lince); Ruy Rodrigues de Palmas (escritor e influente na política). De
Miracema do Norte, o amigo e saudoso Dom José Burke, falecido, ex-responsável pela Pastoral Presbiteral).
Desta vez compareceu o Pe. Adriano Scarparo, de Brasília, um velho amigo que muito me ajudou quando dirigi a pastoral vocacional naquela arquidiocese e cuja família pude conhecer na Itália (Bataglia Terme – Padova) em 1991.
As presenças de Dom Messias (anfitrião) e de Dom Paulo Beloto (bispo assessor da pastoral presbiteral do RCO) foram firmes, alegres e também fraternais. Pudemos entrevistar Pe. Adriano e Dom Paulo no programa de rádio “Cultura e Fé”, na quinta feira, uma rica conversa sobre os ministérios dos mesmos, sobre a pastoral vocacional e a formação continuada.
Nosso 27º ERP foi bastante rico de convivência entre os presbíteros, momento de lazer e em conteúdos. As reflexões sobre o apostolo Paulo (com Pe. Pacheco, reitor em Brasília), a situação das vocações sacerdotais (com Pe. Waldemar, reitor em Goiânia), o retiro sobre a Palavra de Deus (com Dom Messias, bispo de Uruaçu), além de profundidade mantiveram lógica, seqüência e complementaridade. Neste ano paulino vale a pena rever a trajetória missionária e teológica (literária) deste evangelizador destemido, fundador e pastor de tantas comunidades primitivas. Somos os responsáveis específicos e diretos da promoção das vocações sacerdotais em nome de Deus, como fez Jesus ao dizer aos jovens Simão, André, João e Tiago: “Vem e segue-me”. Aqui se mostram vocações realizadas, estas que despertam outros seguidores da mesma direção, nos passos do Senhor que escolhe e elege.
Enfim, como alguns expressaram na partilha e avaliação: “o fato de nos encontrarmos e geram verdadeira comunhão de vida e ministério é, já, justificativa suficiente para estes Encontros, valeu a pena”!
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