Seja bem-vindo(a) ao nosso novo portal! Ajude-nos a deixá-lo ainda melhor enviando a sua opinião. Clique aqui.
Notícias da diocese › 02/11/2018

Comemoração de todos os Fiéis Defuntos: dia de oração, peregrinação nos cemitérios e esperança

Neste dia 2 de novembro, a Igreja celebra o Dia dos Fiéis Defuntos. Vinculada à Solenidade de Todos os Santos, celebrada neste dia 1º de novembro, a celebração de hoje significa um momento especial de professar a fé na vida eterna e na ressurreição, que nos move pela esperança das esperanças que é Jesus Cristo, Senhor dos vivos e dos mortos.

O bispo diocesano de Uruaçu explica que o Dia dos Fiéis Defuntos vai além de uma lembrança dos falecidos, como muitos costumam chamar. “Finados dá a ideia de quem viveu, morreu e tudo terminou”, disse. “Já o fiel falecido é aquele que passou pela vida iluminado, sustentado pela fé, teve suas dificuldades, carregou sua cruz e caminhou para a alegria da ressurreição, conforme Jesus mesmo ressuscitou e ele nos dá esperança de vida eterna”, explicou.

Dom Messias esclareceu que o Dia dos Fiéis Defuntos é um dia de oração e de muita reflexão sobre o sentido da vida. Mas que sentido é esse? Que a vida não termina no túmulo e atitudes simples das pessoas como acender uma vela, levar flores aos entes queridos, oferecer uma oração, trazem dentro de si esperança de vida eterna. “E como é rica esta oração no Dia dos Fiéis Falecidos. Nos dá esperança de um reencontro na eternidade, na Santíssima Trindade, em Maria Santíssima, nos apóstolos, em São José e todos os Santos”, disse o bispo.

Reflexão de Dom Messias sobre O Dia dos Fiéis Defuntos

É a festa do céu, um dia de olhar com esperança para esta felicidade eterna. Entramos no cemitério, olhamos os túmulos que são estão colocados como casas uma ao lado da outra, formando ruas para que as pessoas possam peregrinar. Dentro de cada túmulo está uma história. Às vezes há mais pessoas sepultadas, famílias inteiras. E quantas histórias de vida existem ali dentro daqueles túmulos de pessoas que viveram, morreram e foram chamadas para a eternidade. Então é dia de percorrer silenciosamente estas ruas do cemitério, dia de olhar para o amanhã, olhar para trás, recordar a história, mas sobretudo olhar para o amanhã.

Meu pai costumava dizer que desde o dia que nós nascemos estamos no caminho da ressurreição. Nós acreditamos na ressurreição e estamos neste caminho. No Dia dos Fiéis Defuntos olhamos essas histórias de testemunhos, mas também de dor, pois a morte de uma pessoa deixa dor e às vezes o vazio. Algumas partem na serenidade, outras partem de uma forma violentada, outras ainda partem confortadas pela fé e algumas no vazio deste mundo sem o encontro com Deus. É dia de pensar no verdadeiro sentido da vida e recordar que a fé ajuda e traz esperança, conforta, e o Senhor põe de pé como lá no Antigo Testamento: “aqueles ossos ressequidos que o Senhor quis que se profetizasse sobre eles e eles se revestiram de nervos, carne e se tornaram vivos” (cf. Ez 37). Assim também quem peregrina pelos cemitérios pode estar morto em seu sentido de vida, em sua fé, na realização do bem deste mundo. Às vezes torna-se um morto fora do túmulo. O Dia de Finados é um dia para revigorar e para reconstruir a vida. Cemitério é lugar de oração, de peregrinação, lugar onde nós vamos para continuar a história porque aqueles falecidos não romperam conosco. Eles prosseguem e a história da fé vai para a eternidade. É dia de unidade, de esperança, de conforto espiritual.

Sepultamento

A Igreja não simplesmente despreza a pessoa falecida. Não se pode jogar um falecido em qualquer lugar. A Igreja pede que a pessoa tenha um sepultamento digno. Hoje tem os crematórios nos cemitérios. A cinzas das pessoas que são cremadas não devem ser guardadas dentro de casa, repartidas entre os parentes, mas levadas para os cemitérios para que sejam sepultadas também. A cremação não pode significar um ato de negação da ressurreição. É apenas uma questão de higiene, facilita o transporte, mas é um jeito diferente de sepultar um morto. Existe uma oração da Igreja para sepultamento, ou encomendação das cinzas que são colocadas lá no cemitério. A Igreja valoriza os fiéis falecidos, para que tenham sepultamento digno, que as orações sejam feitas e os enlutados sejam confortados.

Existe gente que gasta tempo para se confortar, se iluminar com o dado da fé diante da morte. Mas tenhamos a certeza de que essa dor vem iluminada pela fé e os enlutados vão se reencontrando, se reconstruindo para em seguida prosseguir. Lembrando que Jesus esteve ao lado de uma família enlutada: Marta. Lázaro, seu grande amigo, tinha morrido e Jesus leva a esperança de uma ressurreição e quem acredita mesmo que morto ressuscitará. Jesus chama Lázaro: “venha para fora”. Neste dia também Jesus vai parar diante de cada um de nós enlutados e vai dizer nosso nome para irmos para fora do nosso fechamento, para fora da nossa dor. Lázaro saiu, foi desatado e o Senhor pediu para ele andar. E Jesus quer que nós continuemos andando no caminho da ressurreição, iluminados pela fé, sustentados pela Palavra de Jesus, confortados com a graça dos sacramentos, é preciso prosseguir. Um futuro maravilhoso nos espera e esse futuro se chama eternidade.

Cada um já deve começar a se eternizar aqui neste mundo. Devemos passar por esta vida rezando, pedindo a proteção de Nossa Senhora, especialmente na hora de nossa morte: “Santa Maria Mãe de Deus rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém!” Nós acreditamos que Nossa Senhora reza com aqueles que falecem, que se entregam nas mãos do Pai e ela mesmo é capaz de pegar pela mão e levar até o filho Jesus e ele diz: “vinde bendito do meu Pai”. Tome posse do Reino que lhe é oferecido. Jesus que derramou o seu sangue para a salvação, vai fazer de tudo para a salvar as pessoas para que cada uma encontre a paz, a alegria e a felicidade eterna.


Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.