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Notícias da diocese › 04/11/2018

Diocese de Uruaçu avalia sua caminhada pastoral

Aproxima-se o encontro de Avaliação Diocesana de Pastoral 2018 a ser realizada nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, em Uruaçu. Mais que um evento, trata-se de um processo já iniciado pelo Conselho Diocesano de Pastoral e envolve todos os fiéis. Diferente dos anos anteriores, não apreciaremos um aspecto ou outro. Vamos nos dedicar à avaliação global da execução do Plano Diocesano de Pastoral 2015-2019.

Avaliaremos a pastoral, isto é, a ação eclesial inspirada, movida e amparada pelo Espírito Santo, na história, realizada pelos fiéis batizados, cuja finalidade é a santificação das pessoas. Por isso, não nos concentraremos apenas na avaliação de ações pontuais, se este ou aquele encontro aconteceu. É importante também nos perguntar se o que fazemos está nos santificando.

Na qualidade de ação, a pastoral é uma ação humana. Embora seja sustentada pela graça divina, não deixa de ser sujeita às contingências e ter uma própria racionalidade. Isto quer dizer que ela precisa passar do mais improvisado ao menos improvisado possível, do menos planejado ao mais planejado possível, como nos ensina Agenor Brighenti em seu livro A Pastoral dá o que pensar (2011, 203).

Neste contexto, avaliar a pastoral é um grande gesto de fé. Em 2015, ano de início do atual Plano Pastoral, Deus enviou esta Igreja local para a seguinte missão: “Evangelizar e servir como Igreja em saída levando a alegria do Evangelho à sociedade, a partir de Jesus Cristo, com a força que vem do Senhor, como Igreja discípula, missionária, ministerial, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, enquanto peregrinam para o Reino definitivo”. Chegou a hora de fazer um exame de consciência pessoal e comunitário e verificar em que medida cada batizado foi fiel a Deus. Em seguida, se pecado houver, abrir-se à reconciliação. Dar graças ao Senhor pelos êxitos, isto é, pelo Reino de Deus acontecendo na vida das pessoas. Por fim, aprender com os próprios erros e encontrar meios para qualificar o trabalho evangelizador.

A propósito das falhas ou frustrações pastorais recordemos que na lógica do Reino de Deus até mesmo o insucesso pode ser pastoralmente eficaz. Pensemos no “fracasso da cruz” e o “silêncio do Sábado Santo”. Refiro-me ao modo como se vive o que não deu certo. Se a frustração é vivida com espírito evangélico, ela tem seu valor salvífico, grande meta da pastoral.

Neste processo já iniciado, o Conselho Diocesano de Pastoral enviou para toda a Diocese um questionário. As respostas nos informarão sobre nossas alegrias e desafios na evangelização. Elas nos ajudarão na avaliação e nos apontarão caminhos para a construção do novo Plano Diocesano de Pastoral. Por isso, a participação de cada batizado presente nesta Diocese é muito importante. Além de suas contribuições, procuraremos alinhar o plano às novas diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil e às orientações pastorais do Regional Centro-Oeste da CNBB.

Desta maneira, o horizonte pastoral no ano de 2019 é muito intenso. Começamos a vivenciar um amplo processo de comunhão e participação. Às várias paróquias, pastorais, religiosos, consagrados e diferentes grupos e organismos será pedida sua contribuição com orações, discernimento, reflexão e abertura para a conversão pastoral. Este caminho hora iniciado tende a se concluir com a grande Assembleia Diocesana de Pastoral prevista para o final de 2019. Nesta ocasião, tendo ouvido a assembleia, Dom Messias nos entregará um novo Plano de Pastoral.

O Senhor que nos trouxe até aqui (61 anos de evangelização) nos leve cada vez mais à perfeição. “A alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8,10). Imaculado Coração de Maria, sede a nossa salvação!

Pe. Francisco Agamenilton
Coordenador Diocesano de Pastoral


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