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A palavra jubileu se inspira no termo hebreu de yobel, que faz alusão ao chifre do cordeiro que servia como instrumento. Jubileu também tem uma raiz latina, iubilum que representa um grito de alegria.

Na tradição católica, o Jubileu consiste em que durante 1 ano se concedem indulgências aos fiéis que cumprem certas disposições eclesiais estabelecidas pelo Vaticano. O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. A celebração do Ano Santo Ordinário acontece em um intervalo de anos já estabelecido. Já o Ano Santo Extraordinário se proclama como celebração de um fato destacado como, por exemplo,  o Jubileu da Misericórdia.

Nesse ano santo  se dá  indulgências plenárias  e se faz um chamado a aprofundar a relação com Deus e com o próximo. Por isso, cada Ano Santo é uma oportunidade para alimentar a fé e renovar o compromisso de ser um testemunho de Cristo.

O primeiro ano jubilar foi convocado em 1300 pelo Papa Bonifácio VIII. Estabeleceu-se que os seguintes jubileus se comemorassem a cada 25 anos, com o objetivo de que cada geração experimente pelo menos um em sua vida.

Fonte: Acidigital

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano, a iniciar-se aos 12 de outubro de 2016, com termino no dia 11 de outubro de 2017, para celebrar, fazer memória e agradecer.

A celebração dos 300 anos começou a ser preparada em 2014. Desde então, uma imagem peregrina visita as paróquias pelo Brasil e pelo mundo.

Em setembro de 2016, foi colocada uma imagem de Nossa Senhora Aparecida nos Jardins do Vaticano. E no dia 12 de outubro, foi inaugurado um campanário em homenagem à santa no Santuário Nacional de Aparecida.

Ano Jubilar Mariano não quer ser simplesmente um ano de recordação de um acontecimento histórico nem somente de inaugurações, mas um tempo de preparação para a celebração de um grande evento da nossa fé que procura resgatar as principais dimensões deste fato tão singelo e surpreendente que foi o encontro de uma imagem partida em dois pedaços, em dois lances de rede, em lugares próximos um do outro, pelos três pescadores.

Para marcar os eventos relacionados ao Jubileu, foi criado um Selo Comemorativo.

Na composição do selo, estão elementos que fazem referência à religiosidade brasileira: a cruz, recordando o centro de nossa fé; o barco, recordando a pesca milagrosa; e a Imagem da Senhora Aparecida.

O primeiro material a receber o selo foi o livro ‘Aparecida’, do fotógrafo Fábio Colombini. O livro retrata as expressões de fé e a arte sacra no Santuário Nacional e foi lançado, oficialmente, em 18 de agosto de 2013.

Fonte:Santuário Nacional de Aparecida

Para obter a indulgência plenária, serão necessárias, em primeiro lugar, as condições habituais:

– a confissão sacramental;

– a comunhão eucarística;

– a oração na intenção do Santo Padre, o Papa.

Os fatos foram registrados primeiramente pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757. Esses registros foram feitos nos livros da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá, à qual pertencia a região onde a imagem foi encontrada. A imagem apareceu em outubro de 1717. E os fatos aconteceram assim:

Dom Pedro de Almeida, governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, homem que detinha também o título de Conde de Assumar, passava por Guaratinguetá, SP, quando viajava para Vila Rica, MG. A população organizou uma festa para receber o conde de Assumar. Para prepararem a comida, pescadores foram para o rio Paraíba com a difícil missão de conseguirem muitos peixes para a comitiva do governador, mesmo não sendo tempo de pesca.

Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves, sentindo o peso de sua responsabilidade, fizeram uma oração pedindo a ajuda da Mãe de Deus. Depois de tentar várias vezes sem sucesso, na altura do Porto Itaguaçu, já desistindo da pescaria, João Alves lançou a rede novamente. Não pegou nenhum peixe, mas apanhou a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Porém, faltando a cabeça. Emocionado, lançou de novo a rede e, desta vez, pegou a cabeça que se encaixou perfeitamente na pequena imagem. Só este fato, já foi um grande milagre. Mas, após esse achado, eles apanharam tamanha quantidade de peixes que tiveram que retornar ao porto com medo de a canoa virar.

Os pescadores chegaram a Guaratinguetá eufóricos e emocionados com o que presenciaram e toda a população entendeu o fato como intervenção divina. Assim aconteceu o primeiro de muitos milagres pela ação de Nossa Senhora Aparecida.

Senhora Aparecida, Mãe Padroeira, em vossa singela imagem,  há 300 anos aparecestes nas redes dos três benditos pescadores  no Rio Paraíba do Sul.

Como sinal vindo do céu,  em vossa cor, vós nos dizeis que para o Pai não existem escravos, apenas filhos muito amados.

Diante de vós, embaixadora de Deus,  rompem-se as correntes da escravidão!  Assim, daquelas redes,  passastes para o coração e a vida  de milhões de outros filhos e filhas vossos.

Para todos tendes sido bênção:  peixes em abundância,  famílias recuperadas,  saúde alcançada, corações reconciliados,  vida cristã reassumida.  Nós vos agradecemos tanto carinho, tanto cuidado!

Hoje, em vosso Santuário e em vossa visita peregrina,  nós vos acolhemos como mãe,  e de vossas mãos recebemos o fruto de vossa missão entre nós:  o vosso Filho Jesus, nosso Salvador.

Recordai-nos o poder, a força das mãos postas em prece!  Ensinai-nos a viver vosso jubileu com gratidão e fidelidade!

Fazei de nós vossos filhos e filhas,  irmãos e irmãs de nosso Irmão Primogênito, Jesus Cristo.

Amém!