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Missionário é aquele que anuncia o Evangelho, fazendo suas as palavras e o testemunho de Jesus Cristo; mas é também aquele que, mesmo sem anúncio explícito,
encarna e vive cada uma dessas palavras, transformando-as em gestos concretos de solidariedade.

Missionário é aquele que está disposto a sair, lançar-se em terras estranhas e inóspitas, abrir veredas novas no deserto ou na selva; mas é também aquele que se dispõe a ficar, convertendo-se em presença viva e atuante em cada dor humana e em cada porão de sofrimento.

Missionário é aquele que, por seus feitos e dedicação, ganha imagens impressas e coloridas, fixadas em profusão nas paredes de templos e casas; mas é também aquele que, desconhecido e silencioso, oferece no altar do anonimato sua vida e suas forças.

Missionário é aquele cuja voz e ação entusiasma e congrega ao seu redor multidões;
mas é também aquele que, caso a caso, faz-se o companheiro mudo de cada solidão,
o refúgio e bálsamo para o abandono e a exclusão.

Missionário é aquele cuja face divino-humana espelha os traços de um Deus pai e mãe,
cheio de amor, misericórdia e compaixão; mas é também aquele em cujo rosto humano-divino; imprimem-se as angústias e esperanças dos pobres.

Missionário é aquele que sobe à montanha, onde reza e se deixa interpelar pela presença do Pai; mas é também aquele que desce à rua e aos campos e, no contato vivo com mulheres e homens desfigurados, questiona e pugna por uma sociedade justa e solidária.

Autor: Pe. Alfredo Gonçalves – Pastoral Social da CNBB

Por Canção Nova

O mês de outubro começa com a comemoração de Santa Teresinha do Menino Jesus, que é reconhecida pela Igreja, como a padroeira das missões. A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz, que leva aos mais necessitados a misericórdia que vem do Senhor. Deus que é Pai das Misericórdias, enviou o seu próprio Filho para evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça e levar a salvação a todos os povos.

“O Mês das Missões deve lembrar a cada um de nós, que é missão de todo batizado ser evangelizador. Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. O Batismo nos faz “membros do Corpo de Cristo”, a Igreja, e assim, participantes de Sua Missão de salvar o mundo, levando-o para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus.” (Prof. Felipe Aquino)

Outubro também é o mês de Nossa Senhora, a mais santa de todas as mulheres. Falando tão pouco e de modo tão suave, ela dizia tudo no silêncio de seu coração. Nossa mãe Maria quer os cristãos unidos e solidários como uma grande família… Quem medita e conhece o Evangelho sabe que Jesus e Maria nutriam especial predileção pelo silêncio, pelos lugares desertos. Silêncio é terapia, calmante, reconforto, reabastecimento psicológico, físico e espiritual.

Uma Igreja em missão é de responsabilidade de todo cristão. Deixe que o Senhor te guie!

Por Canção Nova

 

Jesus Cristo confiou à Igreja, 2000 anos atrás, a Missão de evangelizar todos os povos até os confins da terra. Devemos semear a Palavra de Deus em meio à indiferença e à violência, que tentam anular o bem já semeado em todo esse tempo.

O Papa João Paulo II nos fez um convite no início do novo milênio, que foi bastante explícito: “Duc in altum!” Vamos adiante, com esperança! Um novo milênio se abre diante da Igreja, como um oceano no qual devemos nos aventurar, com a ajuda de Cristo. O mandato Missionário nos introduziu ao terceiro milênio convidando-nos a manter o entusiasmo próprio dos primeiros cristãos: podemos contar com a força do próprio Espírito do Pentecostes (cfr Novo Millennio Ineunte, 58).

Ao longo dos séculos, a Missão da Igreja não foi fácil, muito menos isenta de obstáculos: foi sempre alimentada pelo sangue dos mártires, pelo sofrimento e privações dos Missionários, pelo sofrimento daqueles cristãos que, mesmo torturados, não renegaram sua fé.

A Igreja deve continuar a desempenhar sua tarefa Missionária de anunciar Jesus, único Salvador, convidando todos a reconciliar-se com Cristo. Hoje, somos chamados a ser Missionários e evangelizadores em um tempo marcado pela fragmentação dos valores, pelo pluralismo teológico e pelo conseqüente relativismo do problema da verdade. Mas este também é um tempo que manifesta a ação do Espírito Santo no meio de nós e que se abre às exigências da esperança e da solidariedade entre todos os homens de Boa Vontade.

Diante dessa realidade, como ser um Missionário em nome de Jesus Cristo no mundo atual?
A primeira resposta nos vem do Espírito Santo: acolhemos Cristo sem limites ou condicionamentos, aceitando corajosamente deixarmo-nos conquistar sem erguer muros de interesses humanos ou de egoísmo; em outras palavras, é preciso fazer com que Cristo viva e aja em nós. É preciso levar a todos os povos, o “Cristo Vivo e Vivido!” O Missionário, neste Terceiro Milênio, leva o Evangelho de Cristo a todos os povos e atua em uma situação mundial profundamente transformada em relação a poucas décadas atrás, hoje, o anúncio se faz em um contexto novo e díficil. É sob os olhos de todos que está a violência que sofrem os indefesos, são várias situações de morte em todos os lugares em que atuam nossos Missionários, como também o crescimento desenfreado da indústria do Aborto. Diante dessas situações, o Missionário contrapõe o anúncio do Evangelho de Cristo, que veio trazer a todos os homens a dignidade do filho de Deus, a plenitude da vida, no respeito e no amor.
O Missionário de hoje prega o Evangelho e a mensagem autêntica de Cristo com a sua pessoa, com o seu testemunho transforma as realidades ao seu redor.
São muitos e diversificados desafios enfrentados pelos Missionários, que procuram ser outro Cristo, levando a paz e a justiça aos homens. Diante da violência, Cristo responde com seu Evangelho, de forma autêntica e necessária aos nossos dias.

Em muitas nações, os católicos não chegam a 0,5%. Dos mais de 6 bilhões de pessoas que povoam a Terra, mais de dois terços ainda não conhecem Jesus Cristo, ou não O reconhece como Deus. Como recordou o Papa João Paulo II, estamos no início da evangelização. Diante dessa estatística, acredito que não conseguimos ficar indiferentes.
Você pode ser um missionário “Ad Gentes”, ir para além fronteiras, como eu, mas para você que não recebeu esse chamado de Deus, faço um convite: seja um missionário aí onde você vive. Seja um proclamador da Boa-Nova. Assuma que todo batizado é um missionário, o que difere são os campos de atuação de cada um.

Depois de 2000 anos a Igreja está sendo chamada a programar a obra Missionária como nos primeiros tempos. A evangelização encontra dificuldades objetivas, mas é confortada também por tantos sinais positivos que caracterizam a realidade Missionária e que são a prova palpável de um futuro pleno de esperança, que infunde em nossos corações.
Faça parte daqueles que querem construir o Reino de Deus, que querem implantar a Civilização do Amor neste Terceiro Milênio! Que são sementes de esperança e do amor de Deus num mundo tão carente de Deus!
Estamos juntos na mesma missão: resgatar almas pra Deus!

Por Canção Nova

A primeira vista, a resposta é óbvia: Muito poucos, pois a maioria, devido ao próprio estado ou circunstâncias da vida, não pode deixar seus compromissos e ocupações e partir para as terras de missão.
No entanto, o Concílio Vaticano II, após dedicar um longo parágrafo da Constituição Luz dos Povos à índole missionária da Igreja (n. 17), explicita no Decreto sobre as Missões: “Como membros de Cristo vivo, a Ele incorporados e configurados pelo Batismo… todos os fiéis são obrigados ao dever de cooperar na expansão e dilatação de seu Corpo para o levarem quanto antes à plenitude (AG36)..

Portanto, todo cristão, não só pode, mas deve ser missionário. O que faz muitas pessoas restringir o conceito de missão a determinadas regiões ou atividades é julgar que ela se dirige apenas aos que nunca ouviram pregação do Evangelho , e esquecer que o Reino de Deus não se propaga somente com o exercício da atividade missionária.

Exige, antes de tudo, a ação do Espírito Santo, como nos recorda João Paulo II: “O Espírito Santo é o protagonista de toda a missão eclesial” (RM 21). O que já fora lembrado anteriormente por Paulo VI: Nunca será possível haver evangelização sem a ação do Espírito Santo” (EN 75). E essa atuação deve ser conseguida pela oração.
Só assim podemos entender porque o Papa Pio IX em 14 de Dezembro de 1927 declarou padroeira principal de todos os missionários e missionárias, Santa Teresinha do Menino Jesus, humilde religiosa carmelita que, embora acalentasse o desejo de ir para as Missões da Indochina, devido à sua saúde precária, nunca pôde sair de seu convento de Lisieux.

Seu coração ardia de zelo missionário, como ela mesma exprime em sua auto-biografia: ” Eu quisera ser missionária, não somente durante alguns anos, mas quisera ter sido desde a criação do mundo e sê-lo até à consumação dos séculos”.

Esse élan missionário era o objeto de suas orações e por ele oferecia os terríveis sofrimentos que teve de suportar, especialmente nos últimos anos de sua breve existência. Na medida do possível, procurava ainda corresponder-se com vários missionários.

Teresa não foi a única missionária que nunca esteve em campo de missão. Houve alguém mais importante do que ela: Maria, a mãe do Salvador, que é saudada, no Decreto sobre as Missões, como Rainha dos Apóstolos (AG 42).
Certamente, às suas orações no Cenáculo se deve à profusão do Espírito que transformou aqueles fracos e inseguros discípulos de Jesus em corajosos Apóstolos. Como afirma Paulo VI: “Não foi senão depois da vinda do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, que os apóstolos partiram para todas as partes do mundo afim de começarem a grande obra de evangelização da Igreja” (EN 75)

Portanto, para todos os cristãos, mesmo que impossibilitados de partir para as “terras de missão”, há inúmeras maneiras de cumprir seu dever missionário. Além de oferecer para isso suas orações e sofrimentos, podem ajudar as obras missionárias, a imprensa missionária e as congregações missionárias que têm grande dificuldade de realizar suas tarefas evangelizadoras, por falta de meios econômicos.

Não podemos também deixar de lembrar que, mesmo em nossos ambientes, ditos “católicos”, há muita necessidade de um trabalho de evangelização que facilmente podemos assumir, desde que tenhamos uni pouco de zelo pelo Reino de Deus. É nesse campo imenso que se destaca a legião de Maria.

Por Dom Mário Teixeira Guarcel, SDL
Revista de Aparecida – Campanha dos Devotos

Senhor,
que chamaste os apóstolos
para serem pescadores de homens
e construtores dum mundo novo,
chama também agora os jovens
para os diversos serviços
e ministérios da Igreja.
Alarga os seus horizontes
ao mundo inteiro
e fá-los ouvir as súplicas
de tantos irmãos e irmãs
que anseiam por luz e verdade.
Santifica-os pelo teu Espírito
e comunica-lhes
a tua sede de redenção
para que respondam ao teu apelo
e sejam sal e luz
até aos confins da terra.
Amém.

Por Paróquias.org