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Nossa Senhora da Conceição Aparecida mais conhecida como Nossa Senhora Aparecida, é considerada a Padroeira do Brasil.

Venerada na Igreja Católica, Nossa Senhora Aparecida é representada por uma pequena imagem de barro e argila da Virgem Maria e atualmente está alojada na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo.

Sua festa é celebrada em 12 de outubro, um feriado nacional no Brasil desde 1980.

A aparição da imagem ocorreu em outubro de 1717, quando Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, durante uma viagem até Vila Rica.

Portanto, o povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde.

Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso fizeram uma oração à Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus para conseguir pescar. Após várias tentativas frustradas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu.  Nesse ponto eles já estavam desejando desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente, e, em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça.  Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço.

Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la. À partir daquele momento, os três pescadores conseguiram pescar tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, pois o peso do barco – lotado de peixes – ameaçava a integridade dos pescadores.

A imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso durante 15 anos, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção pela imagem foi crescendo entre o povo da região após muitas graças serem alcançadas por aqueles que oravam diante da santa.

Por todo o Brasil a fama de que a Santa possuía poderes aumentava e por conta disso a família construiu um oratório em 1732, que logo se tornou pequeno para o tanto de visitas que estava recebendo. E como a devoção não parava de aumentar, Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745 e em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha).

Conhecida pelos seus milagres, a Nossa Senhora Aparecida conta comum histórico de milagres e graças extenso. As mais conhecidas são:

O milagre das velas:

Este famoso milagre – e um dos primeiros – ocorreu por volta de 1733. Os devotos e Silvana da Rocha não conseguiam acender as velas pois elas acendiam-se sozinhas. As velas eram justamente as duas velas que estavam iluminando a Imagem de Nossa Senhora Aparecida.

 O milagre da queda das correntes:

Aproximadamente em 1850, um escravo de nome Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo capturado no Vale do Paraíba. Ele estava preso com muitas correntes, estas eram muito grossas. Quando ele estava sendo transportado, ele havia pedido permissão para que o deixasse rezar a frente da imagem de Nossa Senhora Aparecida por um momento. Após receber a permissão, ele ajoelhou-se a frente de Nossa Senhora Aparecida e orou muito. Durante esta reza as correntes que o prendiam a carroça se quebraram e se soltaram de seus pulsos tornando o escravo livre.

O cavaleiro ateu

Este milagre conta a história de um Cavaleiro que passava pela região de Aparecida  rumo a Minas Gerais. Ele observou a fé dos romeiros e cristãos que ali estavam e começou a zombar de toda a fé que eles depositavam em Nossa Senhora Aparecida, alegando era uma grande perda de tempo.

Para provar isso, ele montou em seu cavalo e adentrou a igreja no intuito de quebrar a imagem. Porém, logo na entrada da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, a pata de seu cavalo ficou presa em uma pedra, com isso o cavalo e o cavaleiro caíram. Assim, o cavaleiro pediu perdão a todos os romeiros e tornou-se um devoto. A marca da ferradura ainda está presente na pedra que hoje é exposta na sala dos milagres da Basílica nova

Milagre da menina cega

Em Jaboticabal – SP, um casal tinha uma filha que era cega de nascença. A menina tinha uma imensa vontade de visitar a igreja de Nossa Senhora Aparecida, porém era muito difícil de chegar até a igreja.

Porém com muita fé e sofrimento a mãe e a filha chegaram até as famosas escadarias da igreja de Nossa Senhora Aparecida quando surpreendentemente sua filha cega disse “Mãe, esta igreja é muito linda!”. Daquele momento em diante a menina que até então era cega começa a enxergar tudo perfeitamente.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Principal em 16 de julho de 1930, por decreto do Papa Pio XI. A imagem já havia sido coroada anteriormente, em nome do papa Pio X, por decreto da Santa Sé, em 1904.

Pela Lei nº 6 802, de 30 de junho de 1980, foi decretado oficialmente feriado o dia 12 de outubro, dedicando-se este dia à devoção. Também nesta lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

 

A imagem mede quarenta centímetros de altura e é de terracota, ou seja, argila que após modelada é cozida num forno apropriado. Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram. A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo.

Quando recolhida pelos pescadores, estava sem a policromia original, devido ao longo período em que esteve submersa nas águas do rio. A cor de canela mais preta que apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligem produzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas por seus devotos.

Antes de ser proclamada Padroeira do Brasil, a imagem da Santa foi coroada em setembro de 1904, usando a coroa ofertada pela Princesa Isabel 1884, e junto com a coroa, ganhou o manto azul. No entanto, segundo o Santuário Nacional, estudos históricos mostram que antes do manto tradicional, a imagem usava mantos vermelhos e brancos – em referência à Imaculada Conceição.

Hoje, a imagem tem o forro da vestimenta trocado uma vez por mês e pedaços dele são entregues aos fiéis que colaboram com as obras da Igreja.

Por iniciativa dos missionários redentoristas e dos bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo II e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, “Maior Santuário Mariano do mundo”, localizado em Aparecida do norte, São Paulo.

No dia 15 de maio de 1978, Rogério Marcos de Oliveira, um rapaz que sofria de problemas mentais, entrou na Basílica e destruiu a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Os mais de 200 pedacinhos foram cuidadosamente recolhidos. A artista plástica Maria Helena Chartuni, do Museu de Arte de São Paulo, levou dois meses para restaurar a imagem.

“Querida Mãe Nossa Senhora Aparecida,
Vós que nos amais e nos guiais todos os dias,
Vós que sois a mais bela das Mães,
A quem eu amo de todo o meu coração.
Eu vos peço mais uma vez que me ajudeis a alcançar uma graça.
(diga qual a graça que deseja alcançar)
Sei que me ajudareis e sei que me acompanhareis sempre,
Até a hora da minha morte. Amém.”

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