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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 1, 57-66.80)

Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe, porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.

Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel.

Celebramos no dia 24 de junho com grande alegria a solenidade do nascimento de São João Batista, primo do Salvador. E para bem aproveitarmos esta celebração, é importante considerarmos as razões por que a Igreja Católica comemora em sua Liturgia apenas três natividades, a saber: de Nossa Senhora, de Jesus Cristo e do Precursor. Todos os homens, com efeito, estão implicados no pecado de Adão, pai do gênero humano, de sorte que todos herdam uma natureza privada da santidade e da justiça originais que os nossos protoparentes receberam de Deus antes da Queda (cf. CIC 404); ora, é apenas por meio do Batismo que é apagada em nós a mancha do pecado original e nos é conferida a vida da graça (cf. CIC 405); por isto, todo homem, desde a sua concepção, nasce em estado de pecado — avesso, pois, a Deus — e necessita, para ser justificado, do lavatório da regeneração: “Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5).

Há, no entanto, três casos especialíssimos em que, por disposição da divina Providência, existe santidade desde o ventre materno: em primeiro lugar, Jesus Cristo, por ser o próprio Verbo encarnado, não poderia herdar de forma nenhuma a herança de Adão: Ele, ao assumir a forma de servo, elevou o que é humano sem diminuir o que é divino, passando “pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado” (Hb 4, 15); Maria Santíssima, por sua vez, foi preservada do pecado, vencendo-o por sua santa e Imaculada Conceição; João Batista, enfim, foi santificado já no seio de sua mãe, conforme aquilo de São Lucas: “Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo” (Lc 1, 41). A Igreja crê, portanto, que foi por ocasião da visitação de Nossa Senhora à sua prima que Deus purificou do pecado aquele que, nas palavras de Zacarias, seria “chamado profeta do Altíssimo” (Lc 1, 76).

Justificado, assim, desde o seu primeiro encontro com Cristo, São João Batista foi preparado e santificado pelo Pai para poder preparar como convinha as veredas do Filho (cf. Mt 3, 3). Ele, que é com justiça o último e o maior de todos os profetas (cf. Lc 7, 26), constitui como que a abóboda e o remate do Antigo Testamento: inaugurando o Evangelho (cf. Lc 16, 16; At 1, 22) pela pregação da conversão e da penitência, o Batista quer nos levar a morrer para o pecado, a fim de que Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus” (Jo 1, 29), nos faça nascer para a graça e para a vida verdadeira. Ouçamos hoje com atenção os apelos do Precursor; convençamo-nos de que, se não morrermos para nós mesmos e para o nosso egoísmo, não poderemos deixar o Cristo ser gerado em nós. Convertamo-nos, pois, e façamos penitência, com amor e generosidade, porque o Reino de Deus está próximo (cf. Mt 3, 2)!

Por Padre Paulo Ricardo 

São João o Batista, é o único santo, junto com a Virgem Maria, cuja data de nascimento é celebrada. O anúncio de seu nascimento foi feito por um Anjo enviado por Deus ao seu pai Zacarias, que não podia ter filhos porque Isabel era estéril e pela idade de ambos, como o relata o Evangelho de São Lucas em seu primeiro capítulo.

Durante a Anunciação, ao saber pelo Anjo Gabriel que sua prima estava grávida de seis meses, a Virgem Maria prontamente decidiu viajar até Ein Karem para cuidá-la, e no momento do encontro das duas São João salta de alegria no ventre após a saudação de Maria à sua mãe, Isabel. Deste momento em diante João será o grande anunciador do Messias ao povo de Israel. O nome do santo foi encarregado a Zacarias, que ficou mudo, por não crer na mensagem que o anjo lhe portava.

O Batista foi quem anunciou a vinda do Senhor, o Salvador, pregava sem cessar exortando ao arrependimento dos pecados, à conversão e batizava no rio Jordão. Ele mesmo assinalava que batizava com água para conduzir à penitência; mas o que viria depois batizaria com o Espírito Santo. E ele, João dizia ainda “eu não sou digno nem sequer de soltar a correia de suas sandálias”. A frase “Eis o Cordeiro de Deus”, saiu da boca de João para entrar no Evangelho e na liturgia da Igreja para sempre.

O Papa Francisco assinalava em 2013 na celebração desta festa que João era aquele que “nunca se apodera da Palavra”, João “é o que aponta, que assinala”. O “sentido da vida do João é indicar a outro”.

“Peçamos a graça de imitar a João, sem ideias próprias, sem um Evangelho tomado como propriedade, mas sermos somente uma Igreja-voz que anuncia a Palavra, e até o martírio”.

Por ACI Digital

A figura de São João Batista ocupa um lugar importante no Novo Testamento e, concretamente, nos evangelhos. Foi comentada na tradição cristã mais antiga, e entranhou-se profundamente na piedade popular, que celebra a festa do seu nascimento com especial solenidade desde tempos muito antigos. Nos últimos anos, tem atraído a atenção de estudiosos do Novo Testamento e das origens do cristianismo, que procuram descobrir que coisas se podem conhecer acerca da relação entre João Batista e Jesus de Nazaré, do ponto de vista da crítica histórica.

Dois tipos de fontes falam de João Baptista, umas cristãs e outras profanas. As cristãs são os quatro evangelhos canónicos e o evangelho gnóstico de Tomé. A fonte profana mais relevante é Flávio Josefo, que dedicou uma longa separata do seu livro Antiguidades Judaicas (18, 116-119) a glosar o martírio do Baptista às mãos de Herodes na fortaleza de Maqueronte (Pereia). Para avaliar as eventuais influências, pode ser uma ajuda olhar para o que se sabe acerca da vida, da conduta e da mensagem de ambos.

1. Nascimento e morte. João Baptista seguramente coincidiu no tempo com Jesus, nasceu algum tempo antes e começou a sua vida pública também antes. Era de origem sacerdotal (Lc 1), embora nunca tenha exercido as suas funções, e supõe-se que mostrou oposição ao comportamento do sacerdócio oficial, quer pela sua conduta e quer pela sua permanência longe do Templo. Passou algum tempo no deserto da Judeia (Lc 1, 80), mas não parece que tenha tido uma relação com o grupo de Qumran, uma vez que não se mostra tão radical no cumprimento das normas legais (halakhot). Morreu condenado por Herodes Antipas (Flávio Josefo, Ant. Jud. 18, 118). Jesus, por seu lado, passou a sua primeira infância na Galileia e foi baptizado por ele no Jordão. Soube da morte do Baptista e sempre louvou a sua figura, a sua mensagem e a sua missão profética.

2. Comportamento. Da sua vida e conduta, Josefo assinala que era “boa pessoa” e que muitos “acorriam a ele e se entusiasmavam ao ouvi-lo “. Os evange­listas são mais explícitos e mencionam o lugar onde ele desenvolveu a sua vida pública (a Judeia e a margem do Jordão); a sua conduta austera no vestir e no comer; a sua liderança perante os seus discípulos e a sua função de percursor, ao revelar Jesus de Nazaré como verdadeiro Messias. Jesus, pelo contrário, não se distinguiu dos seus concidadãos, no que é externo: não se limitou a pregar num lugar determinado; participou em refeições de família; vestia com natura­lidade e, embora condenando a interpretação literal da lei que faziam os fariseus, cumpriu todas as nor­mas legais e frequentou o templo com assidui­dade.

3. Mensagem e baptismo. João Baptista, segundo Flávio Josefo, “exortava os judeus a praticar a virtude, a justiça uns com os outros e a piedade com Deus, e depois a receber o baptismo”. Os evangelhos acrescentam que a sua mensagem era de penitência, escatológica e messiânica: exortava à conversão e ensinava que o juízo de Deus está iminente: virá quem é “mais forte que eu” que baptizará no Espírito Santo e no fogo. O Seu baptismo era para Flávio Josefo “um banho do corpo” e sinal da limpeza da alma pela justiça. Para os evangelistas era “um baptismo de conversão para o perdão dos pecados” (Mc 1, 5). Jesus não rejeita a mensagem do Baptista, antes parte dela (Mc 1, 15) para anunciar o reino e a salvação universal, e identifica-se com o Messias que João anunciava, abrindo o horizonte escatológico. Sobretudo faz do seu baptismo fonte de salvação (Mc 16, 16) e porta para participar dos dons, outorgados aos discípulos.

Resumindo, entre João e Jesus houve muitos pontos de contacto, mas todos os dados conhecidos até ao presente, põem em evidência que Jesus de Nazaré superou o esquema vetero-testamentario do Batista (conversão, atitude ética, esperança messiânica), e apresentou o horizonte infinito da salvação (reino de Deus, redenção universal, revelação definitiva).

Bibliografia: J. Gnilka, Jesús von Nazareth. Botschaft und Geschichte, Herder, Freiburg 1990 (ed. esp. Jesús de Nazaret, Herder, Barcelona 1993); A. Puig, Jesús. Una biografía, Destino, Barcelona 2005.

Por Santiago Ausín

 

Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.

Por Cruz Santa

Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo. 1-27). Em outra passagem, ele disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo.1-29) Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista para ser batizado, São João disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt3-14). Mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus. Assim Jesus começou sua vida pública.

Por Cruz Santa

Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, Rei fantoche de Roma na Peréia e na Galileia. João denunciava a vida adultera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. São João Batista denunciava também a vida desregrada de Herodes em seu governo.

São Marcos em seu evangelho narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas. (Mar 6.14-29)

Por Cruz Santa

São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz.

Por Cruz Santa

São João Batista, voz que clama no deserto: ‘Endireitai os caminhos do Senhor… Fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias’; ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão Daquele que vós anunciastes com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo”. São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós. Amém!.