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Maio é um mês ímpar para o universo cristão. Não apenas por se tratar do quinto período mensal de cada ano, mas por vincular o amor e a ternura sobre seus propósitos para cada um de nós.

É tempo de celebração e, sobretudo, gratidão. É momento de dedicação às genitoras, condutoras da palavra de Deus, responsáveis por educar religiosamente, em todos os sentidos, os seus filhos e filhas, dádivas que o Pai lhes enviou para dar valor completo à vida. É, acima de tudo, época de intensa devoção e exaltação a Maria, a Mãe de todas as mães e Advogada de todos os filhos de Deus.

Precisamos não apenas entender a importância de uma vida ligada completamente à Virgem Santíssima, mas sentir o Seu amor incomparável e incondicional, que aquece o nosso coração e aproxima-nos do Senhor.

Que sua experiência ao ler este material, voltado especialmente a Maria, sirva feito a lenha para a fogueira no que diz respeito à vivência e o comprometimento com a fé. Ótima leitura!

 

Luiz Guilherme Martins,
Assistente editorial pela Agência Minha Paróquia

No mês de maio, milhões de pessoas participam de romarias e peregrinações a santuários marianos, fazem orações especiais a Maria e lhe oferecem presentes, tanto espirituais quanto materiais.

Dedicar o mês de maio – também chamado de “mês das flores” no hemisfério norte – a Maria é uma devoção arraigada há séculos. Com sua poesia “Ben vennas Mayo”, das Cantigas de Santa Maria, Afonso X, o Sábio, nos revela que essa tradição já existia na Idade Média.

A Igreja sempre incentivou a devoção, concedendo indulgências plenárias especiais e com referências em alguns documentos do Magistério, como a encíclica “Mense Maio”, de Paulo VI, em 1965.

 

“O mês de maio nos estimula a pensar e a falar de modo particular dEla. De fato, esse é o seu mês. Assim, o período do ano litúrgico e, ao mesmo tempo, o mês corrente, chamam e convidam o nosso coração a abrir-se de maneira singular para Maria” – constatou João Paulo II em uma audiência geral, ao iniciar o mês de maio de 1979.

Mas por que maio, se outros períodos do ano contêm festas litúrgicas mais destacadas e dedicadas a Maria? O beato cardeal John Henry Newman oferece várias razões em seu livro póstumo “Meditações e devoções”.

“A primeira razão é porque é o tempo em que a terra faz surgir a terna folhagem e os verdes pastos, depois do frio e da neve do inverno, da cruel atmosfera, do vento selvagem e das chuvas da primavera”, escreve de um país do hemisfério norte.

“Porque os dias se tornam longos, o sol nasce cedo e se põe tarde – acrescenta. Porque semelhante alegria e júbilo externo da natureza são os melhores acompanhantes da nossa devoção Àquela que é a Rosa Mística e a Casa de Deus.”

“Ninguém pode negar que esse seja pelo menos o mês da promessa e da esperança” – continua. “Ainda que o tempo não seja favorável, é o mês que dá início e é prelúdio do verão.”

“Maio é o mês, se não da consumação, pelo menos da promessa, e não é este o sentido no qual mais propriamente recordamos a Santíssima Virgem Maria, a quem dedicamos o mês?”, pergunta em sua obra, publicada em 1893.

Alguns autores, como Vittorio Messori, veem nessa manifestação da religiosidade popular uma cristianização de uma celebração pagã: a dedicação do mês de maio às deusas da fecundidade – na Grécia, Artemisa; em Roma, Flora. De fato, maio deve seu nome à deusa da primavera Maia.

Além disso, em muitos países, durante o mês de maio, comemora-se o Dia das Mães, e a lembrança se dirige também à nossa Mãe do céu.

Para muitos, maio é o mês mais bonito, como Maria é a mulher mais bela; o mês mais florido que conduz o coração até Ela, uma Palavra feito flor.

 

Patrícia Navas González,
colunista para o portal Aleteia

No começo, Eva foi expulsa com Adão do Paraíso, porque não quiseram ouvir a voz de Deus. Mas o Senhor nos prometeu uma salvação: “Uma mulher vai esmagar a cabeça da serpente”. Deus foi fazendo as coisas em ordem de perfeição.

O pecado aproveitou-se da fragilidade da mulher. E Deus pensou: “Se por uma mulher entrou o pecado no mundo, por uma mulher vai entrar a salvação”.

Nas bodas de Caná, Jesus disse a Maria: “Mulher, ainda não é chegada a minha hora”. Nos pés da cruz também Ele usou a expressão “mulher” – “Mulher, eis aí o teu filho” –  para representar a nova mulher que nos trouxe a salvação. O Verbo se fez Homem e habitou entre nós. Maria deu o Salvador para a humanidade.

Depois que Jesus salvou a humanidade, Deus nos entregou sua última pérola, Maria.

Quem tinha de nos salvar era um Homem, por causa do pecado que entrou por meio dele. Por isso, não há salvação fora de Jesus, pois Ele é a ponte que nos une a Deus. Algumas pessoas não entendem isso, e acham que Nossa Senhora é uma ponte paralela, que coloca Jesus à sombra, mas não é isso! Jesus é a única ponte. Os evangélicos, às vezes, pensam que colocamos Maria no lugar de Jesus. Mas não é verdade!

No Concílio Vaticano II, queriam colocar o título de Nossa Senhora como “redentora”, mas João Paulo II não permitiu, porque sabia que isso poderia causar confusão. Então, deu-se a ela o título de “corredentora”, ou seja, aquela que participa da redenção. Maria ofereceu não somente um simples Filho à humanidade, mas o Filho de Deus.

Eu quero, hoje, relembrar grandes verdades que a Igreja nos ensina: a beleza de Maria e suas virtudes inesgotáveis.

Há um livro maravilhoso de São Luís de Monfort chamado “O segredo da Virgem Maria”. Eu fiz a consagração de São Luís; depois da consagração a Nossa Senhora, minha vida mudou. O Papa João Paulo II disse que foi o melhor livro que já leu na sua vida. Uma das coisas que ele aprendeu, por meio da consagração, é que ela não nos leva a colocar Jesus à sombra; pelo contrário, leva-nos a colocar um holofote sobre Ele.

O Catecismo da Igreja Católica sempre está ao meu lado. Não quero, hoje, ensinar-lhes algum princípio meu, mas sim da Igreja.

Em 431, quando começou uma teoria de que Nossa Senhora não era a Mãe de Deus, o Concílio de Éfeso determinou que Maria é a Theotokos (Mãe de Deus). A oração mais antiga que a Igreja conhece foi encontrada, em Alexandria, no Egito, por volta de 900, em um papiro: “Debaixo da Vossa proteção, nos refugiamos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos de todos os perigos. Ó Virgem, gloriosa e bendita”.

Para nós existe o tempo, mas para Deus não existe passado, presente nem futuro. Para Deus tudo é presente; e nós estamos sujeitos ao tempo d’Ele. Para o Senhor está tudo aqui e agora. Então, em Sua eternidade, num instante que não passa, Ele já havia escolhido Maria como “corredentora”. Mas, mesmo assim, mandou um anjo para lhe anunciar que ela seria a Mãe do Salvador, porque Deus não tirou a liberdade dela. E Maria disse ‘sim’. O ‘sim’ que cada um de nós dá a Deus está representado no ‘sim’ de Maria.

Ninguém jamais sofreu como Nossa Senhora. Quem já viu seu filho ser crucificado? Maria sofreu desde o nascimento até passar tudo o que passou. Ela teve de atravessar o Egito, caminhou uns dez dias de viagem, debaixo do sol, para sair de Nazaré, a fim de livrar Jesus da morte de Herodes.

Ao levar Jesus ao templo, Simeão disse: “Uma espada transpassará a Tua alma”. Eu fico pensando que espada de dor acompanhou toda a vida dela, mas, mesmo assim, ela permaneceu de pé. Maria saiu do Egito e voltou a Nazaré. Ela acompanhou Jesus até o calvário. Que relacionamento Nossa Senhora tem com Deus se Ela é Mãe de Deus, se Ela é filha de Deus e esposa? Daí, vem toda a beleza do dogma de Nossa Senhora. É por isso que, na Ave-Maria, rezamos: “Santa Maria Mãe de Deus”. É o mesmo que dizer: “A Senhora pode tudo”.

São Bernardo, no século XII, chamava Nossa Senhora de “Onipotência Suplicante” não por natureza, mas por graça, porque o que Ela pede, consegue. Jesus mostrou isso nas bodas de Caná. Não era hora de começar os milagres, mas Ela se fez de advogada e disse aos serventes: “Faça o que Ele mandar!”. O Senhor transformou tudo em vinho de melhor qualidade. O que Jesus quis mostrar com esse fato chocante? “Eu sou Deus e atendo o que Minha Mãe me pede!”.

Maria é a Mãe de Deus e também a nossa Mãe. Se você não agradeceu a Jesus, ainda, por ter lhe dado a Mãe, agradeça-Lhe! Porque Ele, mesmo destroçado na cruz, deu a Mãe d’Ele para nós.

São Luís vai dizer: “Deus reuniu todas as águas e chamou de mar, reuniu todas as graças e chamou de Maria”. Os inteligentes teólogos perguntam: “Por que Deus escolheu aquela menina? Lá, naquela cidade pequena?” Foi pela humildade dela. Eva foi orgulhosa e desobediente; Deus precisava encontrar o oposto dela. Ele encontrou Maria. Santo Irineu diz: “A humildade e a obediência de Maria desataram o orgulho e a desobediência de Eva”.

Santo Agostinho já dizia: “Maria é Virgem antes, durante e depois”. Mas como isso? É um milagre! A Igreja ensina que Maria foi virgem na concepção, durante o nascimento de Jesus e depois dele. Ela é Virgem perpétua. Você já olhou uma vidraça? Se a luz passa pelo vidro, como Deus não poderia entrar em uma mulher sem rasgar as paredes? Ela queria ser virgem. Ela concebeu por ordem do Espírito Santo. O Senhor deu a Ela um esposo, José, a fim de que formassem uma família.

Tudo de Deus é confuso. Como uma rosa, que é plantada no esterco, nasce cheirosa? E como uma vaca, que come capim, pode dar leite? Tudo do Senhor é chocante, porque Ele é Deus. Não queira entendê-Lo.

Maria não teve pecado original. Pelos méritos de Jesus na cruz, ela foi salva pelo Sangue de Cristo. Ela foi salva, antes, como se tivesse sido vacinada. Nós fomos salvos pelo batismo; Maria foi vacinada pelo Sangue de Cristo. A Virgem Maria é imaculada, sem mancha.

Nossa Senhora é medianeira de todas as graças; e a maior delas é Jesus. Se Maria nos trouxe a maior graça, que é Jesus, imagine as outras que Deus vai nos trazer pelas mãos dela!

Professor Felipe Aquino,
Doutor em engenharia mecânica, pregador e escritor

Alegremo-nos pelo dom da salvação! O “sim” de Maria é a porta através da qual Deus pôde entrar no mundo.

Angelus Domini nuntiavit Mariae… As palavras do Arcanjo Gabriel à Santíssima Virgem Maria ressoam no dia de hoje solenemente na Santa Igreja! Ave Maria, ‘cheia de graça’ (Kecharitoméne)… À Maria, Deus dirige o olhar – “Olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1, 48) – e se faz dependente do humilde ‘sim’ de sua serva:

Quando Deus decidiu fazer-se homem no seu Filho, tinha necessidade do “sim” livre de uma sua criatura. Deus não age contra a nossa liberdade. E aconteceu algo verdadeiramente extraordinário: Deus faz-se dependente da liberdade, do “sim” de uma sua criatura; espera este “sim”. […] Por conseguinte, o “sim” de Maria é a porta através da qual Deus pôde entrar no mundo, fazer-se homem.

Et concepit de Spiritu Sancto… “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1, 35). Inflamado de amor, comenta São Boaventura:

“Oh, se puderas sentir de alguma maneira a qualidade e a grandeza daquele incêndio, daquele refrigério e daquele deleite infuso do céu! Qual enaltecida foi a Virgem Mãe, quão enobrecido o gênero humano; quanta foi a condescendência da majestade divina!”.


Juntos, demos graças a Deus pelo dom da salvação! Alegremo-nos! Et Verbum caro factum est… O Verbo se fez carne, o Amor se fez carne. “Em Jesus Cristo, o próprio Deus vai atrás da ovelha perdida”, e o faz pelo “faça-se” da Santíssima Virgem Maria. A riqueza da Anunciação do Senhor é inesgotável, e que seja de fato tesouro para nossos corações (Mt 6, 21).

Equipe Christo Nihil Praeponere

A Hora do Angelus (ou Toque das Ave-Marias), que corresponde às 6h00, 12h00 ou 18h00, relembra aos católicos, mediante preces e orações, o momento da Anunciação – feita pelo anjo Gabriel a Maria – da concepção de Jesus Cristo.

Em algumas localidades, os sinos das igrejas tocam de maneira especial para que se dê início às orações. O seu nome deriva do início da frase: Angelus Domini nuntiavit Mariæ. As orações consistem em três textos que descrevem o mistério.

Durante o período Pascal, substitui-se o Ângelus por outra oração mariana, o Regina Coeli, que recorda a Ressurreição de Nosso Senhor e as alegrias de Maria, sendo rezada até a festa de Pentecostes.

 

Faça a oração do Ângelus:

  1. V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria,
  2. R. E Ela concebeu do Espírito Santo.

Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e Bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora, e na hora de nossa morte. Amém.

  1. V. Eis a escrava do Senhor,
  2. R. Faça-se em mim segundo a Vossa palavra.

Ave Maria.

  1. V. E o Verbo se fez Carne,
  2. R. E habitou entre nós.

Ave Maria.

  1. V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
  2. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

 

Oremos:

Infundi, Senhor, em nossas almas a Vossa graça, para que nós, que conhecemos, pela Anunciação do Anjo, a Encarnação de Jesus Cristo, Vosso Filho, cheguemos, por sua Paixão e morte na cruz, à glória da Ressurreição. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém!

 

 

Faça a oração do Regina Coeli:

V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!

  1. R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!
  1. V. Ressuscitou como disse, Aleluia!
  2. R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!
  1. V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, Aleluia!
  2. R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!

 

Oremos:

Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos, Vos suplicamos a graça de alcançarmos pela proteção da Virgem Maria, Sua Mãe, a glória da vida eterna. Pelo mesmo Cristo, Nosso Senhor. Amém!