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Artigos › 07/04/2018

Meditação sobre a verdade

Os velhos cidadãos romanos já “gritaram” aos pedestres dos seus túmulos na Via Ápia Ântica: “O que vocês são, nós já fomos; o que nós somos vocês vão ser.” Qual é então a verdade sobre a nossa vida?A resposta é muito pessoal e exige a coragem de ir além do limiar da morte. Sim, o ser humano de natureza procura a verdade como tal. Os universitários experimentam isso ouvindo dos professores, uma vez que objetivo das ciências é chegar ao conhecimento da verdade.

Procurar a verdade.
O que significa isso? A verdade existe! O Papa Bento XVI, no dia 17 de janeiro de 2008, afirma que não está impondo a fé, mas incentiva a busca da verdade. O método acadêmico tem as suas metodologias que, respeitando as ciências, deveriam levar-nos à Universidade, quer dizer a Verdade Universal. Neste contexto, do intelectual esforço rumo à verdade, a fé não abafa o processo da procura da verdade, pelo contrário, incentiva ainda mais esta proposta. Atualíssimo, então, apresenta-se o clássico adágio do pensador escolástico, Santo Anselmo: “fides querens intelectum” – a fé necessita ser confirmada pela razão. Assim, o esforço científico das pessoas livres, torna-se um grande serviço ao Reino de Deus.

Tudo isso é Importante para que tenhamos consciência do primado da ética sobra a ciência, primado da pessoa sobre as coisas e supremação do espírito sobre a matéria; transcendência do homem sobra a matéria e transcendência de Deus sobre o homem. (Conf. S. João Paulo II, Ex Corde Ecclesiae, 18

Ser fiel à verdade.
Isso não é fácil. Já o antigo Sêneca disse: “Duas coisas fortalecem a alma: fidelidade à verdade e a fé em si próprio.” As ideologias modernas proliferadas nas Universidades e nos meios da comunicação poluem a mente e contaminam a verdade. Principalmente a convicção da onipotência do ser humano, que quer estabelecer as normas morais, o conduz à enganosa arrogância da felicidade. Alguns acham que o homem da ciência e os artistas deveriam atuar, mirando somente no progresso da ciência e da arte, ignorando as normas morais.

Se este pensamento fosse verdadeiro, não se poderia, por exemplo, acusar e julgar os médicos nazistas alemães e japoneses que realizaram os cruéis experimentos médicos em seus prisioneiros. Por isso, a liberdade do homem, da ciência e do artista entendem-se sempre em relação ao bem. Vale a pena citar o Apóstolo Paulo: “Ao contrário, vivendo segundo a verdade, no amor, cresceremos sob todos os aspectos em relação a Cristo, que é a cabeça”.(Ef. 4,15)

Transmitir a verdade.
Os mortos da via Ápia Ântica estão nos transmitindo uma verdade existencial sobre nós. Somos dispostos a ouvir? Que o dia dos Finados nos remeta à necessidade de buscar a verdade sobre nós mesmos e sobre a nossa vida.Tudo isso nos remete à descoberta do reflexo de Deus no mundo e em nossas vidas: a Verdade do Ressuscitado.

Dom Romualdo Matias Kujawski
Bispo de Porto Nacional (TO)


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