Alegrias no Pastoreio

0
211

Estou quase completando 12 anos de ministério episcopal em nossa amada Diocese de Uruaçu. No começo do meu ministério escrevi um artigo dizendo que eu era um Bispo aprendiz. O tempo passou, muitas experiências me ajudaram a amadurecer, mas continuo aprendendo. Logo no começo desejei construir um Plano de Pastoral com os sacerdotes, consagrados e todas as lideranças da Diocese. Realizamos um ano de conversão pastoral. Era o sonho de um Bispo novo. Pensava que depois de um ano estaríamos pastoralmente convertidos. A pergunta que norteava nossas reflexões era; “O que devemos fazer?” (Lc 3,14). O tempo passou e Deus foi nos indicando algumas situações que precisávamos trabalhar.

Iniciamos o processo de construção de um Plano de Pastoral. Muitas orações, reuniões e reflexões foram feitas. Aos poucos nosso Plano foi nascendo. Um lindo texto foi elaborado. O Plano foi levado à Assembleia Diocesana para ajustes e aprovação. Recordo-me de minha emoção ao proclamar para a Assembleia que nosso Plano estava aprovado. Uma grande salva de palmas foi dada e iniciou-se o canto do Te Deum.

O que Deus nos pede é sempre mais do que fazemos. Quando completou o tempo de vigência do Plano, a Assembleia aprovou que o mesmo fosse conservado e adaptado com as novas orientações das Diretrizes Gerais e outros documentos do magistério atual. Os ajustes foram feitos e tivemos o segundo Plano de Pastoral. A Diocese, ao longo dos 61 anos de evangelização, já teve outros Planos de Pastoral. Esses dois últimos eu acompanhei a construção e execução dos mesmos.

A Diocese está caminhando iluminada pelo Espírito Santo, impulsionada pela Palavra de Deus e santificada pela ação litúrgica. Somos um povo que buscamos forças para viver e agir na alegria do Senhor (cf Ne 8,10).

O Papa João Paulo II, hoje santo, disse que “o horizonte para o qual tende o caminho pastoral é a santidade” (NMI 30). Assim creio que todas as ações que estamos realizando na Igreja, desde o abrir a porta, acender um vela, catequizar, celebrar, reunir até as exéquias e missas de sétimo e muitas outras ações colaboram para a santificação das pessoas.

O Papa Francisco deseja que a santidade alcance a todos, por isso ele pede para sermos uma Igreja em saída, ou seja missionária. É preciso ouvir os apelos do Senhor e atender o seu chamado e se disponibilizar para ser enviado. “Onde mandar eu irei”. Como é bom ser enviado pelo Senhor, para o meio de sua messe. A messe é grande e os operários são poucos.