“Senhor, como viver este tempo de vacância da Diocese de Uruaçu?”

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A Diocese de Uruaçu está vacante. Isso significa que ela está sem bispo em virtude da transferência de Dom Messias para a Diocese de Teófilo Otoni, em Minas Gerais. O Papa Francisco ainda não nos enviou outro bispo. E agora, o que fazer? Como será a vida da Diocese? O Colégio de Consultores cumpriu o dever de eleger o Administrador Diocesano, no dia 19 de fevereiro. Ele é a pessoa que dirige a diocese enquanto não é nomeado o novo bispo diocesano. Deste modo, a Diocese de Uruaçu não está sem governo ou sem rumo. Todavia, isso basta? A situação está resolvida? Do ponto de vista canônico e pastoral, durante a sede vacante, esta é uma solução temporária. Porém, não podemos nos resumir nisso.

Por este motivo me dirijo a você, caro diocesano, para lhe convidar à oração e também à reflexão pessoal e comunitária. Não basta termos o Administrador Diocesano. É importante rezar, ou seja, dialogar com o Senhor e lhe apresentar súplicas como esta: “nós vos pedimos, Senhor, que olheis para a nossa Diocese de Uruaçu que se encontra em oração à espera do seu novo pastor. Dai-nos um bispo segundo o Coração do vosso Divino Filho. E a nós, filhos e filhas desta Igreja, concedei-nos a graça da obediência filial para acolhermos com alegria e amor aquele que nos será enviado por vossa Divina Providência”.

Dai-nos um bispo segundo o Coração do vosso Divino Filho. E a nós, filhos e filhas desta Igreja, concedei-nos a graça da obediência filial

Além disso, pergunte a Deus: “Senhor, como viver este tempo de vacância? O que o Senhor nos quer ensinar permitindo que fiquemos provisoriamente sem bispo? Como este tempo pode contribuir para o meu crescimento pessoal e comunitário?”.

Peço que você faça este diálogo com Deus, aquele que pensou, quis, preparou e fundou a Igreja, o seu Povo, o Povo de Deus. No entanto, não faça isso sozinho. Peço que este diálogo se estenda de forma comunitária por toda a Diocese: na Paróquia, nos Seminários, nas pastorais em seus diferentes níveis, nos movimentos, nos organismos, nas associações, nas Congregações e Ordens religiosas e Novas Comunidades. Igualmente partilhemos as respostas de Deus.

Realizado isto, sob a condução do Espírito Santo. Tenho certeza que Deus lhes falará coisas que lhes levarão a experimentar mais ainda a vida em abundância doada por Jesus Cristo, morto e ressuscitado, nossa páscoa. Afinal, “tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28).

Imaculado Coração de Maria, nosso padroeiro diocesano, sede a nossa salvação!
Deus lhe abençoe.

Pe. Francisco Agamenilton Damascena
Administrador Diocesano