Um novo bispo conforme o tempo de Deus

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“Nós vos pedimos, Senhor, que nos abençoeis com a graça de um novo bispo e concedei-lhe os dons necessários para continuar o ministério de Jesus junto a esta Diocese de Uruaçu. E a nós, filhos e filhas desta Igreja, concedei-nos a graça da obediência filial para acolhermos com alegria e amor aquele que nos será enviado por vossa Divina Providência”.
Esta é a oração que há nove meses está em nossos lábios e em nossos corações. Até o presente momento não sabemos quem será o nosso bispo, de onde virá e quando ele virá.

O Senhor não está ouvindo as nossas preces? Longe de nós este pensamento! Escrevo-lhes esta mensagem para lhes animar a prosseguir rezando firmes na fé. Recordo-lhes a promessa do Senhor: “dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jr 3,15). Por isso, “continuemos a afirmar a nossa esperança, sem esmorecer, pois aquele que fez a promessa é fiel” (Hb 10,23).

A Igreja não é uma mera empresa ou uma associação. Ela é uma instituição humana e divina. Como tal, Deus quis que ela fosse apostólica, isto é, fundada sobre os Apóstolos (cf. Ef 2,20)

Pode acontecer de alguém começar a pensar que não precisamos de um bispo ou achar que sua presença é indiferente, pois a vida pastoral paroquial e diocesana tem seguido seu curso. Longe de nós também este pensamento! A Igreja não é uma mera empresa ou uma associação. Ela é uma instituição humana e divina. Como tal, Deus quis que ela fosse apostólica, isto é, fundada sobre os Apóstolos (cf. Ef 2,20) cujos sucessores legítimos são os bispos. Eles são o visível princípio e fundamento da unidade na Diocese (cf. Lumen Gentium 23), tem a missão de ensinar, santificar e reger com a autoridade de Jesus Cristo. Por estes motivos, não se pode ser indiferente a ausência de um bispo na Diocese.

Enquanto não conhecemos o bispo que o Senhor está preparando para nós, vivamos este tempo de espera de modo semelhante à vivência do tempo litúrgico do advento. Apressemos o passo na nossa conversão pessoal e pastoral. Façamos penitência.

Exercitemo-nos nas virtudes teologais da fé, esperança e caridade. Aproveitemos este tempo intenso de oração para também ouvir o que o Senhor quer para nossas comunidades. Aprendamos a nos dispor a acolher a novidade de Deus. Cultivemos o senso de pertença diocesana e corresponsabilidade na evangelização e no bem da Diocese. Cuidemos uns dos outros. Padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas consagrados e demais leigos promovamos a comunhão entre nós e entre os vários entes eclesiais.

Neste tempo de espera, unamo-nos a Maria que, em seu Imaculado Coração, meditava todas estas coisas.

Deus está no meio de nós e caminha conosco. Sigamos firmes na esperança, na fé e na caridade.

Pe. Francisco Agamenilton Damascena
Administrador Diocesano