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A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esfoço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.

Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.

Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

40 dias

A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.

A prática da Quaresma data do século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.

Quarta-feira de Cinzas 
> Jejum e Abstinência
Jl 2,12-18 ; Sal 50 ; 2Cor 5,20-6,1-2 ; Mt 6,1-6.16-18

Quinta-feira depois de Cinzas
Dt 30,15-20 ; Sal 1 ; Lc 9,22-25

Sexta-feira depois de Cinzas
Is 58,1-9 ; Sal 50 ; Mt 9,14-15

Sábado depois de Cinzas 
Is 58,9-14 ; Sal 85 ; Lc 5,27-32

I Domingo de Quaresma
Gn 2,7-9 ; Sal 50 ; Rm 5,12-19 ; Mt 4,1-11

Segunda-feira I 
Lv 19,1-2.11-18 ; Sal 18 ; Mt 25,31-46

Terça-feira I 
Is 55,10-11 ; Sal 33 ; Mt 6,7-15

Quarta-feira I 
Jon 3,1-10 ; Sal 50 ; Lc 11,29-32

Quinta-feira I 
Est 14,1.3-5.12-14 ; Sal 137 ; Mt 7,7-12

Sexta-feira I 
Ez 18,21-28 ; Sal 129 ; Mt 5,20-26

Sábado I
Dt 26,16-19 ; Sal 118 ; Mt 5,43-48

II Domingo de Quaresma
Gn 12,1-4 ; Sal 32 ; 2Tm 1,8-10 ; Mt 17,1-9

Segunda-feira II
Dn 9,4-10 ; Sal 78 ; Lc 6,36-38

Terça-feira II
Is 1,10.16-20 ; Sal 49 ; Mt 23,1-12

Quarta-feira II
Jr 18,18-20 ; Sal 30 ; Mt 20,17-28

Quinta-feira II
Jr 17,5-10 ; Sal 1 ; Lc 16,19-31

Sexta-feira II
1Pe 5,1-4 ; Sal 22 ; Mt 16,13-19

Sábado II
Mi 7,14-15.18-20 ; Sal 102 ; Lc 15,1-3.11-32

III Domingo de Quaresma
Ex 17,3-7 ; Sal 94 ; Rm 5,1-2.5-8 ; Jn 4,5-42

Segunda-feira III
2Re 5,1-15 ; Sal 41 ; Lc 4,24-30

Terça-feira III
Dn 3,25.34-43 ; Sal 24 ; Mt 18,21-35

Quarta-feira III 
Dt 4,1.5-9 ; Sal 147 ; Mt 5, 17-19

Quinta-feira III 
Jr 7,23-28 ; Sal 94 ; Lc 11,14-23

Sexta-feira III 
Os 14,2-10 ; Sal 80 ; Mc 12,28-34

Sábado III 
Os 6,1-6 ; Sal 50 ; Lc 18,9-14

IV Domingo de Quaresma
1Sam 16,1.6-7.10-13 ; Sal 22 ; Ef 5,8-14 ; Jn 9,1-41

Segunda-feira IV
Is 65,17-21 ; Sal 29 ; Jn 4,43-54

Terça-feira IV 
Ez 47,1-9.12 ; Sal 45 ; Jn 5,1-3.5-16

Quarta-feira IV
Is 49,8-15 ; Sal 144 ; Jn 5,17-30

Quinta-feira IV
Ex 32,7-14 ; Sal 105 ; Jn 5,31-47

Sexta-feira IV
Sb 2,1.12-22 ; Sal 33 ; Jn 7,1-2.10.25.30

Sábado IV
Jr 11,18-20 ; Sal 7 ; Jn 7,40-53

V Domingo de Quaresma 
Ez 37,12-14 ; Sal 129 ; Rm 8,8-11 ; Jn 11,1-45

Segunda-feira V 
Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62 ; Sal 22 ; Jn 8,1-11

Terça-feira V 
Nm 21,4-9 ; Sal 101 ; Jn 8,21-30

Quarta-feira V 
Dn 3,14-20.91-92.95 ; Sal de Dn 3,52-54 ; Jn 8,31-42

Quinta-feira V 
Gn 17,3-9 ; Sal 104 ; Jn 8,51-59

Sexta-feira V
Jr 20,10-13 ; Sal 17 ; Jn 10,31-42

Sábado V 
2Sam 7,4-5.12-14.16 ; Sal 88 ; Rm 4,13.16-18.22 ; Lc 2,41-51

Domingo de Ramos
Is 50,4-7 ; Sal 21 ; Flp 2,6-11 ; Mt 26,14-27,66

Com a imposição das cinzas, inicia-se uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: ” matanoeiete”, que quer dizer “Convertei-vos”. Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras “Convertei-vos e crede no Evangelho” e com a expressão “Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás”, convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de “conversão”, é também a palavra “penitência” …
Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

Tradição

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.

Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.

Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma a partir da segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.

Durante este tempo especial de purificação, contamos com uma série de meios concretos que a Igreja nos propõe e que nos ajudam a viver a dinâmica quaresmal.

Antes de tudo, a vida de oração, condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, se o cristão inicia um diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça divina penetre em seu coração e, a semelhança de Santa Maria, se abra à ação do Espírito cooperando com ela com sua resposta livre e generosa (ver Lc. 1,38).

Como também devemos intensificar a escuta e a meditação atenta à Palavra de Deus, a assistência freqüente ao Sacramento da Reconciliação e a Eucaristia, e mesmo a prática do jejum, segundo as possibilidades de cada um.

A mortificação e a renúncia nas circunstâncias ordinárias de nossa vida também constituem um meio concreto para viver o espírito de Quaresma. Não se trata tanto de criar ocasiões extraordinárias, mas bem, de saber oferecer aquelas circunstâncias cotidianas que nos são incômodas, de aceitar com alegria os diferentes contratempos que nos apresenta o dia a dia. Da mesma maneira, o saber renunciar a certas coisas legítimas nos ajuda a viver o desapego e o desprendimento. Dentre as diversas práticas quaresmais que a Igreja nos propõe, a vivência da caridade ocupa um lugar especial. Assim nos recorda São Leão Magno: “estes dias de quaresma nos convidam de maneira apremiante ao exercício da caridade; se desejamos chegar à Pascoa santificados em nosso ser, devemos por um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”.

Esta vivência da caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles a quem temos mais próximos, no ambiente concreto em que nos movemos. Assim, vamos construindo no outro “o bem mais precioso e efetivo, que é o da coerência com a própria vocação cristã” (João Paulo II)

Como viver a Quaresma

1. Arrependendo-me de meus pecados e confessando-me.

Pensar em quê ofendi a Deus, Nosso Senhor, se me dói tê-lo ofendido, se estou realmente arrependido. Este é um bom momento do ano para realizar uma confissão preparada e de coração. Revise os mandamentos de Deus e da Igreja para poder fazer uma boa confissão. Sirva-se de um livro para estruturar sua confissão. Busque tempo para realizá-la.

2. Lutando para mudar:

Analise sua conduta para conhecer em quê esta falhando. Faça propósitos para cumprir dia a dia e revise à noite se os alcançou. Lembre-se de não colocar muitos propósitos porque será muito difícil cumpri-los todos . Deve-se subir as escadas de degrau em degrau, não se pode subir toda ela de uma só vez. Conheça qual é o seu defeito dominante e faça um plano para lutar contra ele. Teu plano deve ser realista, prático e concreto para poder cumpri-lo.

3. Fazendo sacrificios:

A palavra sacrifício vem do latim sacrum-facere, significa “fazer sagrado”. Então, fazer um sacrifício é fazer alguma coisa sagrada, quer dizer, oferecê-la por amor a Deus, porque o ama, coisas que dão trabalho. Por exemplo, ser amável com um vizinho com quem você não simpatiza ou ajudar alguém em seu trabalho. A cada um de nós há algo que nos custa fazer na vida de todos os dias. Se oferecemos isto a Deus por amor, estamo fazendo sacrifício.

4. Oração:

Aproveite estes dias para rezar, para conversar com Deus, para dizê-lo que o ama e que quer estar com Ele. Pode ser útil um bom livro de meditação para Quaresma. Você pode ler na Bíblia passagens relacionadas com a quaresma.

O jejum consiste em fazer uma só refeição forte ao dia. A abstinênica consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum. A abstinência é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinqüenta e nove anos de idade.

Com estes sacrifícios, trata-se de que todo nosso ser (alma e corpo) participe em um ato onde reoconheça a necessidade de fazer obras com as quais reparemos o dano causado com nossos pecados e para o bem da Igreja.

O jejum e a abstinênica podem ser trocados por outro sacrifício, dependendo do que ditem as Conferências Episcopais de cada país, pois elas têm autoridade para determinar as diversas formas de penitência cristã.

Por que o Jejum?

É necessário dar uma profunda resposta a esta pergunta, para que fique clara a relação entre o jejum e a conversão, isto é, a transformação espiritual que aproxima o homem a Deus.

O abster-se de comida e bebida tem com como fim introduzir na existência do homem não somente o eqüilíbrio necessário, mas também o desprendimento do que se poderia definir como “atitude consumística”.

Tal atitude veio a ser em nosso tempo uma das características da civilização ocidental. O homem, orientado aos bens materiais, muito freqüentemente abusa deles. A civilização se mede então segundo quantidade e a qualidade das coisas que estão em condições de prover ao homem e não se mede com a medida adequada ao homem.

Esta civilização de comumo fornece os bens materiais não somente para que sirvam ao homem em ordem a desenvolver as atividades criativas e úteis, mas cada vez mais para satisfazer os sentidos, a excitação que deriva deles, o prazer, uma multiplicação de sensações cada vez maior.

O homem de hoje deve abster-se de muitos meios de consumo, de estímulos, de satisfação dos sentidos, jejuar significa abster-se de algo. O homem é ele mesmo quando consegue dizer a si mesmo: Não.

Não é uma renúncia pela renúncia: mas para melhor e mais equilibrado desenvolvimento de si mesmo, para viver melhor os valores superiores, para o domínio de si mesmo.

Precisamente por sermos pecadores, ficamos cegos diante de nossos pecados. Satanás quer nos fazer ver que não há mal no que fazemos. Então o coração se endurece, torna-se insensível às exigências do amor. Por isso é tão importante a conversão do coração.

“Por isso, como diz o Espírito Santo: “Se escutardes hoje MINHA voz, não endureceis o coração… Atenção irmãos! Que nenhum de vós tenhais um coração mau e incrédulo…” Hb 3.

Deus é um Pai amoroso que nos faz ver o pecado para nos dar a graça do arrependimento e nos perdoar. O nos quer livres. O demônio não quer que vejamos nosso pecado. Mas se procurarmos o caminho de Deus tratará de nos acusar com nossos pecados para que nós desanimemos e voltemos atrás. Podemos discernir então a diferença. Deus mostra o pecado para libertar e perdoar; o demônio o esconde mas quando o mostra é para que nos desesperemos. Devemos rejeitar energicamente estes pensamentos e ir à confissão com toda confiança no perdão de Deus. Deus SEMPRE perdoa quando há arrependimento.

É muito proveitoso fazer exame de consciência diário e também, com toda humildade, nos abrir a que pessoas próximas  de nós nos corrijam. “Se examinássemos a nós mesmos, não seríamos condenados.” (1 Cor. 11, 31)

O exame se faz diante de Deus, escutando sua voz na consciência.

Preparação para a confissão

Preparação remota: Educamo-nos na fé pelo estudo da Palavra, o Catecismo, leitura dos Santos, participação nos ensinamentos… A prática séria do que aprendemos. O exame diário de consciência.

Preparação imediata: O exame de consciência antes de confessar. Vamos a um lugar tranqüilo, preferivelmente diante do sacrário, para orar. Só Deus pode iluminar sobre nossa realidade e nos dar os meios para responder à graça.

Contemplamos a vida de Jesus e seu amor manifesto em Sua Cruz. “Contemplai ao que transpassaram” Jo 19:37. Como respondi a tanto amor, a tantas graças?. Examinamos nossa vida diante da  lei de Deus. Por isso ajuda ter um exame escrito que nos recorde o que esquecemos. Recordamos que não se trata de sugestões, Deus nos deu MANDAMENTOS. Quebrá-los é quebrar nossa aliança com Deus e cair em pecado.

Não se trata tão somente de enumerar pecados mas sim de descobrir a atitude do coração e com DOR POR NOSSOS PECADOS, FAZER O FIRME PROPÓSITO DE NÃO VOLTAR A COMETÊ-LOS.

Sempre há áreas nas quais somos mais fracos e requerem atenção especial mas se compreendermos que Cristo -não a cultura- é a medida, veremos que em tudo temos muito que crescer.

A confissão só pode ser feita diante de um  sacerdote.

Exame de conciência com base nas quatro rupturas

Examine-se – ajudado por estas perguntas – quais pecados você cometeu desde sua última confissão? Trate de não ficar no exterior, mas sim nas atitudes do coração e as omissões.

Ruptura com Deus:

Amo na verdade a Deus com todo meu coração ou vivo mais apegado às coisas materiais?
Preocupei-me por renovar minha fé cristã através da oração, a participação ativa e atenta da missa dominical, a leitura da Palavra de Deus, etc.? Guardo os domingos e dias de festa da Igreja? cumpri com o preceito anual da confissão e a comunhão pascal?

Tenho uma relação de confiança e amizade com Deus, ou cumpro somente com ritos externos?
Professei sempre, com vigor e sem temores minha fé em Deus? manifestei minha condição de cristão na vida pública e privada?

Ofereço ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorro a Ele constantemente, ou só o busco quando o necessito?

Tenho reverência e amor para o nome de Deus ou lhe ofendo com blasfêmias, falsos juramentos ou usando seu nome em vão?

Ruptura comigo mesmo:

Sou soberbo e vaidoso? Considero-me superior a outros?

Procuro aparentar algo que não sou para ser valorizado por outros? Aceito a mim mesmo, ou vivo na mentira e no engano? Sou escravo de meus complexos?

Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu? Me esforço por superar os vícios e inclinações más como a preguiça, a avareza, a gula, a bebida, a droga?

Caí na luxúria com palavra e pensamentos impuros, com desejos ou ações impuras?
Realizei leituras ou assisti a espetáculos que reduzem a sexualidade a um mero objeto de prazer?

Caí na masturbação ou a fornicação? cometi adultério?

Recorri a métodos artificiais para o controle da natalidade?

Ruptura com os irmãos e com a criação:

Amo de coração o meu próximo como a  mim mesmo e como o Senhor Jesus me pede que o ame?

Em minha família colaboro em criar um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço?

Foram os filhos obedientes a seus pais, prestando-lhes respeito e ajuda em todo momento

Preocupam-se os pais em educar na vida cristã  seus filhos e de respirá-los em seu compromisso de vida com o Senhor Jesus?

Abusei que meus irmãos mais fracos, usando-os para meus fins?

Insultei meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras ou com ações?

Se me ofenderam, sei perdoar, ou guardo rancor e desejo de vingança?

Compartilho meus bens e meu tempo com os mais pobres, ou sou egoísta e indiferente à dor de outros? Participo das obras de evangelização e promoção humana da Igreja?

Me Preocupo pelo bem e a prosperidade da comunidade humana em que vivo ou passo a vida preocupado tão somente comigo mesmo? cumpri com meus deveres cívicos? paguei meus tributos?

Sou invejoso? Sou fofoqueiro e enganador? Difamei ou caluniei alguém? Violei segredos? Fiz julgamentos temerários sobre outros?

Sou mentiroso?

Causei algum dano físico ou moral a outros? Inimizei-me com ódios, ofensas ou brigas com meu próximo? fui violento?

Procurei ou induzi ao aborto?

Fui honesto em meu trabalho? Usei corretamente a criação ou abusei dela com fins egoístas? Roubei? Fui justo na relação com meus subordinados tratando-os como eu gostaria de ser tratado por eles? Participei do negócio ou consumo de droga? Caí na fraude ou estelionato?

Recebi dinheiro ilícito?

Exame de consciência a partir dos 10 Mandamentos

Este exame é para aqueles que, amando a Cristo, não se conformam evitando pecados graves, mas sim desejam amá-lo com todo o coração.

Amará a Deus sobre todas as coisas (Primeiro mandamento).
Não tomará o nome de Deus em vão. (Segundo Mandamento)

amei a Deus acima de tudo?
-A quem (ou o que) dei a maior atenção?
-Fiz da minha família, trabalho, apostolados, programas, idéias ou outras coisas boas meu primeiro amor?
-Sei na prática o que é confiar no amor e o poder de Deus?
-Confio tudo a Deus ou  quero fazer tudo eu sozinho?
-Confio em Deus quando tudo parece ir mal?
-Caí na superstição ou outra prática religiosa alheia ao cristianismo?

Oração Diária
Como foi diariamente minha vida de oração?:
-Tempo pessoal com Deus; liturgia das horas; oração familiar?
-Louvei  a Deus; dei-lhe graças ou me queixei?
-Intercedo por minha família, grupo, Igreja, pelo mundo?
-Orei com o coração, aberto ao Espírito Santo?
-Tomo tempo para discernir?
-Sei o que é esperar no Senhor, escutá-lo? -Tenho feito isso?
-Quando me dá algum ensinamento eu o guardo em meu coração e procuro aprofundá-lo?
-Incluo  meu esposo/a (ou outra pessoa formada e prudente) em meu discernimento ou só lhes informo de minhas decisões?; -Escuto, obedeço e respeito aos que têm legitima autoridade sobre mim (leis justas, chefes, etc.)?.
-Que critérios tenho para determinar se algo que quero fazer é do Espírito Santo ou é meu?,-Parece-me importante ter e seguir sempre esses critérios?
-Uso os dons que Deus me deu para sua glória?
-Estou aberto a receber novos dons segundo Deus disponha?
-Fui legalista (fazendo sozinho o necessário para cumprir) ou vivo minha fé no Espírito
me entregando com todo o coração?

Obediência
-Procuro conhecer na oração a vontade de Deus para minha vida?
-Obedeço o ensino do magistério ou interpreto à minha maneira?
-O que motiva minha vida, a vontade de Deus ou meus próprios “bons” planos (minha vontade).
-Permito que Deus me guie  ou lhe “entrego” os planos já feitos para que os abençoe?.
-Meus gostos, critérios, dúvidas, confusões, pensamentos, atitudes e valores -em que instâncias não estiveram sob o Senhor?
-Em meus gostos, meus critérios, medos, dúvidas, confusões…

Estudo
-Estudo minhs fé católica (Bíblia, magistério, livros sólidos) ou me contento com meu próprio modo de entender a Deus?, Estou avançando em minha formação como devo?.
-Que passos práticos dou para me formar na fé?

Ordem e Prioridades
-Meu tempo responde às prioridades de Deus ou às pressões de qualquer pessoa ou ocasião para `ficar bem’?); Interpreto o que faço na perspectiva da vida eterna?; Reflito sobre minha morte; sobre o julgamento final?
-Tenho prioridades claras e sou firme para vivê-las? Perco o tempo (revistas, programas, etc.) que não edificam?
-Tenho um horário e organizo o dia com disciplina, dando tempo a cada área com sabedoria: oração, família, trabalho…?; Em que me desordenei? Fico em algo que eu gosto sabendo que é hora de fazer outra coisa?
-Respeito o tempo e necessidades dos outros: quando procuro ajuda, ao telefone, etc..?
-Cuido da saúde; tenho algum vício, falta de exercício, descanso, alimentação… Cuido-me muito?

Santificará o dia do Senhor. (Terceiro Mandamento)

Guardo o dia do Senhor para o Senhor ou trabalho desnecessariamente nesse dia?
-Vou à missa todos os domingos?;adorei e pus todo meu coração em Cristo Eucarístico que me espera no sacrário?
-Eu o amei e consolei pelo tanto que é ofendido?
-Vou a missa diária se puder?; recebi com preparação o Senhor?

A Cruz
-meditei diante da cruz?; procuro seu poder transformador e sua sabedoria?; como se manifesta em minha vida?
-Peço a Deus a graça de amar a cruz?
-Saí da vontade de Deus para evitar a cruz?
-Uno minha cruz à de Cristo?: problemas, doenças, responsabilidades, pessoas, minha idade, minha vocação…
-Procuro a satisfação de todas minhas necessidades físicas e emocionais ou sei me mortificar por amor a Jesus?.
-Me uno à cruz de quem sofre?; Sacrifico-me para amar?.

Confissão
-Rejeito o  pecado embora este seja aceitável segundo a cultura?; pensei ou atuei levianamente como se a retidão dos Santos é “exagero”?
-Evitei a ocasião de pecado: ambientes, programas, más amizades…?
-Procuro que Deus me mostre meu pecado (também pecados velhos e esquecidos)?.
-Reconheço e reparo com responsabilidade meus pecados e faltas ou me justifico?
-Quando me corrigem, fico agradecido?.
-Quando foi minha última confissão?, Minimizei o pecado por pena?; houve mudanças?.
-Fiz uma confissão completa ou escondi algo?
-Há algo (hábito, ferida, complexo) que o inimigo usa para seu proveito?; o que faço para permitir que Deus  me liberte?
-Devo me reconciliar com alguém e não o tenho feito?

Maria
-Consagrei a Ela e, se o tiver feito, vivo minha consagração plenamente? -Como?
-Aceito seu cuidado maternal?; Deixo-me formar por ela? -Como?.
-Recorro a ela em oração, medito sua vida?.

Relacione com outros
-Estão todas minhas relações à luz do Senhor: amorosas, castas, sões e sinceras?
-Guardo ódios ou inimizades?
-Brigas, rivalidades, violências, ambições, discórdias, sectarismo, dissensões, invejas, embriaguezes
-Fui fiel aos compromissos com meus irmãos e com outros?; Estou crescendo nestes compromissos?
-Sou confiável no lar, grupo, trabalho…?; -Cumpro minhas promessas, compromissos, guardo confidencialidade?
-Procuro a unidade no Senhor? (Fl. 2, 1-11, 1 Cor. 10,17)
-Sou serviçal?
-Sou atento sem ser curioso?
-Sou prudente no que falo e como atuo?
-Sou agradecido pelo serviço de rotina que recebo?

Honrará a teu pai e  tua mãe (Quarto mandamento).

No Lar
-Obedeço, cuido e honro  meus pais segundo minha idade e suas necessidades?
-Fico de cara feia?
-Dou tempo à família?; Jantar juntos?; Diversões?
-Hospitalidade?
-Relação com irmãos?
-Responsabilidade nos estudos?
-Ajuda econômica no lar segundo a necessidade?
Casados: (além do mencionado)
-Protejo minha casa e os meus das más influências do ambiente? Como?
-Manipulei com meus estados de ânimo e aborrecimentos para que se faça o que quero?
-Permito que outros (pais, amigos) manipulem ou se anteponham ao matrimônio? .
-Honro e respeito a meu esposo/a em todo momento?
-Compartilhei com meu esposo/a a visão para a família?; O escuto com interesse?;
-Expresso amor, carinho e respeito a meu esposo/a?;
-E a meus filhos?
-Detecto os problemas e os enfrento com sabedoria?
-Que medidas tomo para que minha casa seja um lar?
-Sou responsável e ordenado com a economia?; Ajudo-lhes para que possam orar, estudar, descansar, ir a seu grupo, cumprir suas responsabilidades?
Formação: dos filhos: compartilho com eles, ensino e guio?, escuto?, Ensino e dou disciplina com sabedoria?; dou-lhes boa educação para que sejam bons cristãos?

Não matarás. (Quinto Mandamento)

De algum modo matei ou atentei contra a vida? (ex.: apoio ou participação em aborto, suicídio, dirigir sem cuidado, atos irresponsáveis que põem uma vida em perigo, agressão, violência, etc.? atentei contra a dignidade de alguém?.

Não cometerás atos impuros. (não adultério, não fornicação) (Sexto Mandamento)

-Procurei afetividade fora da ordem do Senhor?
-Como distingo entre sentimentalismo e uma autêntica relação de amor entre irmãos?; Me relaciono segundo meu estado de ânimo ou o que edifica no amor?
-Fantasias ou atos impuros, comigo mesmo ou com outros?
-Piadas, programas, atitude sedutora, indecência em vestir?
-Obedeço o plano de Deus para a sexualidade em meu estado de vida?

Não roubarás (Sétimo mandamento).

-De algum modo roubei?
Descuidando ou não devolvendo propriedade alheia ou comum)?
Aproveito-me do meu de posto para benefício pessoal?

Não levantarás falsos testemunhos nem mentirás (Oitavo Mandamento)

-Quem inspira minhas palavras: Deus ou meu ego?quis dar minha opinião em tudo?
-Digo a verdade?; revelei segredos; julguei ou fiz fofocas?
-Queixei-me procurando comiseração ou desafogo?
-Pus minha atenção ao indevido
-Falei o que não edifica: piadas grosseiras, que ferem a alguma raça, nacionalidade, etc.?

Não consentirás pensamentos nem desejos impuros (Nono Mandamento)

– Cobicei a mulher ou o marido de meu próximo?
– Olhei a um homem a uma mulher de maneira impura?

Não cobiçarás os bens alheios (Décimo Mandamento)

– Desejei os bens alheios?
– Fui invejoso?
– Fui avaro?
– Comi mais do que necessito?
– Fui orgulhoso?

Obras de Misericórdia

-Corporais: solidariedade com doentes/famintos/sedentos/presos/nus/forasteiros Enterrar os mortos. Vejo estes como irmãos pelos quais me entrego?.
-Espirituais: dar bom conselho/ corrigir/ perdoar (guardo algum ressentimento?)/ consolar/ sofrer com paciência as moléstias do próximo/ rezar pelos vivos e os mortos.
-Estou atento à dor alheia?; Faço a acepção de pessoas segundo sua aparência?
-Vivo em simplicidade?; -Imito a Cristo que foi pobre?, sou livre de apegos materiais?
-Isto se reflete em minha atitude nas compras?; deixo-me levar por desejos?; quais?
-Coopero com as obras da Igreja com verdadeiro sacrifício e amor ou dou de minhas sobras?
Evangelização
-Sou testemunho?; Sou sal da terra e luz do mundo?
-Me esforço de todo coração para que Cristo seja conhecido e amado por todos?
-Estou em comunhão com o espírito missionário da Igreja?
-Levo a minhas amizades ao Senhor ou deixo que elas me arrastem ao mundo?
-Quando evangelizo, faço com segurança ou como se fosse uma opinião qualquer?; Respondo ao Espírito ou me paralisa pensar no `que dirão’?
Domínio das Emoções: Ressentimentos, caprichos, impulsos, medos….
-Quais são minhas emoções mais salientes?; Submeto-as ao Senhor para as processar para o bem? de que forma estão afetando meu comportamento?
-Procuro primeiro meu interesse e comodidade ou servir com amor?

Exame de consciência com base nos pecados capitais e as virtudes contrárias

Soberba / Humildade

-Fui humilde ao pensar, comparei-me com outros, tratei de chamar a atenção com minha sabedoria’, meu físico, etc.?; Reconheço-me pequeno?; Desprezo os outros em meu coração?
-Me ressenti pelo trato ou posto recebido?; Qual é a motivação de minhas aspirações?.
-Distingo entre o que é doutrina e o que é minha opinião?; -Sou prudente ao dar minha opinião; acredito que é a única; acredito que sem minha presença as coisas não vão bem?
-Sei distinguir o que é minha missão ou me intrometo no que não me corresponde?
-Reconheço que não tenho razão de me glorificar mas sim em Cristo?; De que forma minhas ações estão misturadas com orgulho, vaidade, egoísmo?
-Reconheço meus enganos e peço perdão?
-Posso ajudar sem mandar?

Avareza / Generosidade

-Estou apegado às coisas, Sacrifico tempo, dinheiro, para servir segundo o plano de Deus?.
-Jogo com o dinheiro?

Luxúria / Castidade (já examinado acima)

Ira / Paciência

-Sei lidar com as cruzes, doenças, problemas com relações, trabalho, etc.?
-Perco a paz; manifesto mau humor quando as coisas não são como eu espero?
-Jogo a culpa nas  circunstâncias?.

Gula / Moderação

-Como mais do necessário?, Faço jejum?
-Estou viciado em álcool,  drogas, pílulas?

Inveja / Caridade

-Sinto ciúmes por posições, talentos… outros grupos da Igreja? ou me alegro quando outros melhoram. Que casos posso pensar em que não me alegre?

Preguiça / Diligência

-Fiquei adormecido como os discípulos diante do que Jesus me pedia?
-Sou atento a cumprir meus deveres?
-O que faço para edificar minha família e grupo?
-Sou rápido em servir mesmo que não tenho vontade?
-`Descanso’ mas do que necessário?
-Deixo as coisas para mais tarde

Bem-aventuranças (Mateus 5, 1-2)

-Fui pobre de espírito, livre de apegos?,
-Fui manso, paciente, edificando com os meios Santos?
-Chorei diante dos pecados que ofendem a Deus?
-Ttive fome e sede de justiça?
-Fui misericordioso?
-Fui limpo de coração, puro de pensamento?
-Trabalho pela paz, em minha pessoa, lar, grupo, mundo?
-Sofro com alegria ao ser perseguido por causa da justiça (como reajo diante das critica “injustas” ou incompreensões?

Depois do exame se devem fazer resoluções por escrito, segundo o estado atual para trabalhar nele e revisá-lo mas tarde.